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França quer atenuar coima de 10 mil milhões de dólares ao BNP Paribas

São vários os actores a exigir uma posição mais demarcada do governo francês e do presidente François Hollande nesta questão.

Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 02 de Junho de 2014 às 13:35
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O caso decorre nos Estados Unidos da América (EUA) mas é em França, o país onde está sediado o BNP Paribas, que as pressões mais se fazem sentir. Em causa está o possível pagamento de uma coima de 10 mil milhões de dólares (cerca de 7 mil milhões de euros) por o banco ter violado sanções com países da "lista negra" norte-americana, como o Irão e o Sudão.

 

François Hollande é o principal alvo da tensão pública gerada no país. Segundo a Bloomberg, são vários os intervenientes a exigir uma maior protecção do banco perante aquela que é a maior sanção de sempre nos EUA, tendo como base receios de que a actividade da instituição financeira saia prejudicada.

 

A própria imprensa francesa classificou, no passado fim-de-semana, a operação como uma tentativa de desviar as atenções dos mais críticos no que diz respeito à postura tolerante das autoridades americanas perante os bancos. O Le Monde classifica mesmo a multa como uma "bofetada magistral".

 

Também a Frente Nacional acusou, em comunicado, os EUA de "extorsão", com o objectivo de enfraquecer o BNP Paribas e favorecer os seus rivais americanos. O movimento de extrema-direita liderado por Marine Le Pen – que se sagrou vencedor nas últimas eleições para o Parlamento Europeu - pede, por isso, uma tomada de acção por parte do governo francês rumo à defesa do "interesse nacional".

 

É precisamente do executivo que chega outra farpa à decisão norte-americana. Em entrevista a uma televisão francesa no domingo, o ministro Jean-Marie Le Guen defendeu que os "Estados Unidos não podem tratar os seus aliados desta maneira, subordinando-os aos seus interesses geoestratégicos". Sem adiantar mais detalhes, revelou que o governo está a acompanhar a situação.

 

O banco central francês já explicou que as transacções não violaram qualquer lei francesa ou europeia. Pelo contrário, os EUA justificam a sua jurisdição pelo facto de as operações terem sido processadas em dólares.

 

François Hollande recebe esta semana o seu homólogo Barack Obama, no âmbito das comemorações do 70º aniversário do Dia D. A questão da atenuação da multa ao BNP Paribas deverá estar em cima da mesa, explica a imprensa internacional.

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