Banca & Finanças FT: Fosun pode falhar compra do Novo Banco e da Kleinwort Benson

FT: Fosun pode falhar compra do Novo Banco e da Kleinwort Benson

A China Fosun International depara-se com crescentes dúvidas no que diz respeito à sua ambição de se expandir no sector bancário europeu, uma vez que a sua agressiva actividade de aquisições está a perder fôlego, diz o Financial Times.
FT: Fosun pode falhar compra do Novo Banco e da Kleinwort Benson
Reuters
Negócios 03 de setembro de 2015 às 02:03

Depois de a chinesa Anbang ter ficado de fora do processo de compra do Novo Banco, o Banco de Portugal passou à que considera ser a segunda melhor classificada entre os candidatos existentes – a também chinesa Fosun.

O Novo Banco integra o universo dos bancos que a Fosun gostaria de deter na Europa e foi o próprio "chairman" da empresa, Guo Guangchang (na foto), que esteve em Portugal em vésperas de entregar a proposta.


No entanto, uma fonte próxima do processo disse ao Financial Times que é provável que também as negociações com a Fosun acabem por ruir. Se assim for, o regulador liderado por Carlos Costa passará à terceira classificada, a norte-americana Apollo, entre os candidatos à aquisição do banco liderado por Eduardo Stock da Cunha.

"A Fosun, maior conglomerado privado da China que se rege pelo modelo da Berkshire Hathaway de Warren Buffett, está em conversações para adquirir o Novo Banco, o banco português que foi criado no ano passado a partir dos destroços do Banco Espírito Santo. Contudo, uma fonte familiarizada com o processo disse que é provável que esta oferta colapse, depois de no início desta semana o mesmo ter acontecido com a Anbang Insurer", destaca aquela publicação.

Além do Novo Banco, a Fosun depara-se com mais dificuldades nos seus intentos de expansão na banca europeia, sublinha ainda o FT. É que a proprietária belga (o grupo BHF Kleinwort Benson) do banco britânico Kleinwort Benson não está inclinada a vendê-lo à Fosun, que é accionista indirecta daquela instituição financeira, avança o mesmo jornal na sua edição online.


"A proprietária belga do Kleinwort Benson está a pensar rejeitar a OPA (oferta pública de aquisição) hostil de 675 milhões de euros lançada pela sua maior accionista, a Fosun", refere o jornal. A ideia do grupo é incentivar a gestora de activos francesa Oddo & Cie a lançar uma proposta concorrente, declararam ao FT duas fontes conhecedoras da situação.


"Tanto a Fosun como a Anbang têm vindo a comprar activos no sector dos serviços financeiros na Europa, nos últimos anos, incluindo seguradoras em Portugal, na Bélgica e na Holanda. Todavia, um banqueiro de um banco de investimento que lidou com ambos os grupos em recentes processos de venda declarou que a forte queda nos mercados bolsistas chineses parecem ter reduzido o seu apetite pelas aquisições europeias", destaca o jornal.


As acções da Fosun, cotada na bolsa de Hong Kong, têm estado a afundar, em linha com a queda de 40% no índice compósito da praça de Xangai face ao seu pico de 12 de Junho.


O mesmo banqueiro disse ao Financial Times que suspeita que a Fosun esteja a ser alvo de pressão política na China, no sentido de investir no seu mercado doméstico de modo a impulsionar os preços dos activos locais, "potencialmente em detrimento da realização de negócios na Europa". Questionada pelo jornal britânico, a Fosun escusou-se a comentar.

O trio final na compra do Novo Banco

Anbang adquiriu banco na Bélgica
Foi em Dezembro último que o Anbang Insurance Group entrou na banca europeia, através da aquisição do Delta Lloyd Bank Belgium. O grupo chinês também comprou uma seguradora belga, a Fidea, e outra holandesa (Vivat), investimentos realizados em 2014.


Anbang adquiriu banco na Bélgica
Foi em Dezembro último que o Anbang Insurance Group entrou na banca europeia, através da aquisição do Delta Lloyd Bank Belgium. O grupo chinês também comprou uma seguradora belga, a Fidea, e outra holandesa (Vivat), investimentos realizados em 2014.

Apollo tem banco em Espanha
A gestora de "private equity" norte-americana adquiriu em 2013 o Evo Banco, que pertencia ao NCG Banco, resultante da fusão de "cajas de ahorros" e nacionalizado em 2012. Na área dos seguros, a Apollo tem diversos interesses, como a portuguesa Tranquilidade.

 




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