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Funcionário acusado de causar perdas superiores a 1 milhão ao Banif

Um funcionário de uma agência do Banif, no Porto Moniz, ter-se-á apoderado de aplicações financeiras e de contas de clientes. Depois, terá ocultado e convertido o dinheiro conseguido. Agora, está a ser acusado pelo Ministério Público.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 15 de Julho de 2013 às 18:04
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O Banif terá sido alvo de um prejuízo superior a um milhão de euros devido a crimes praticados por um dos seus funcionários na Madeira.

 

Um dos funcionários da agência do Banif na Santa, Porto Moniz, Madeira, ter-se-á apoderado de “montantes variados” de várias contas à ordem, contas a prazo, aplicações financeiras e ainda contas “off-shore” de clientes do banco. Os factos aconteceram há mais de três anos.

 

O Ministério Público do Funchal decidiu esta segunda-feira, 15 de Julho, deduzir acusação contra esse funcionário por crimes de falsificações de documentação bancária, abuso de confiança e burlas simples e qualificadas, conforme indica uma nota publicada no site da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

 

Os crimes praticados pelo funcionário terão provocado ao Banif, banco que recebeu uma injecção estatal de 1,1 mil milhões de euros, um “prejuízo patrimonial estimado em mais de 1 milhão de euros”.

 

As “vantagens ilícitas” provenientes destes crimes, descritos no inquérito nº 185/10.8JAFUN, terão sido depois ocultadas e convertidas, consubstanciando-se o crime de branqueamento. Neste caso, além do funcionário, são acusados três seus familiares. O branqueamento acontece, segundo o Banco de Portugal, quando os autores de actividades criminosas “encobrem a origem dos bens e rendimentos (vantagens) obtidos ilicitamente, transformando a liquidez proveniente dessas actividades em capitais reutilizáveis legalmente, por dissimulação da origem ou do verdadeiro proprietário dos fundos”.

 

Na sequência deste caso, o Banif restituiu os valores a todos os clientes queixosos e empreendeu um processo disciplinar ao funcionário. Na sequência do mesmo, este acabou por demitir-se, segundo informações disponibilizadas pelo banco.

 

O Banif tem estado sob os holofotes mediáticos na última semana, devido às fortes descidas em bolsa, com a concretização da segunda fase do aumento de capital, inserido no processo de capitalização que levou o Estado a injectar 1,1 mil milhões de euros na instituição dirigida por Jorge Tomé.

 

(Notícia actualizada às 21h00 com informações disponibilizadas pelo Banif)

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