Banca & Finanças Fundo de Resolução não consegue contratar para a comissão de acompanhamento do NB

Fundo de Resolução não consegue contratar para a comissão de acompanhamento do NB

Há cerca de um ano que a comissão de acompanhamento à venda do Novo Banco se mantém apenas com dois elementos: o presidente José Rodrigues de Jesus e José Bracinha Vieira.
Fundo de Resolução não consegue contratar para a comissão de acompanhamento do NB
Lusa
Rita Atalaia 26 de fevereiro de 2020 às 11:52
A comissão de acompanhamento à venda do Novo Banco está há cerca de um ano apenas com dois elementos, depois da saída de Miguel Athayde Marques. De acordo com Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, não está a ser fácil contratar para este cargo. 

"Gostaria muito que tivesse sido nomeado o terceiro membro", mas "há muita gente que foge deste assunto", afirmou Máximo dos Santos aos deputados, na comissão de Orçamento e Finanças. "É um assunto que nem toda a gente se sente com ânimo e vontade para tratar dele, por muitas razões". 

E depois há o facto de muitas pessoas "terem incompatibilidades", explicou ainda o responsável, garantindo que foi feito um "número considerável de convites". 

Questionado pelo Negócios, em novembro, o fundo afirmou que "informará assim que tiver sido designado o novo membro da comissão de acompanhamento". A comissão, que avalia a gestão dos ativos tóxicos do Novo Banco incluídos no chamado mecanismo de capital contingente (CCA, na sigla em inglês), foi criada no final de 2017. A equipa inicial contava com José Rodrigues de Jesus, enquanto presidente, e ainda com José Bracinha Vieira e Miguel Athayde Marques. Agora, apenas os dois primeiros responsáveis se mantêm.

A entidade liderada por José Rodrigues de Jesus - que participa tanto no conselho geral e de supervisão, como no comité de imparidade alargado e nos conselhos de crédito (quando estão em causa ativos do CCA) - teve de analisar várias operações, nomeadamente a venda de carteiras de crédito malparado e imóveis. Foi o caso do projeto "Nata 2", um portefólio que incluía três mil milhões de euros em ativos tóxicos e um dos maiores alguma vez transacionados em Portugal.



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