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Fundo britânico GLC aumenta aposta na queda das acções do BES

GLC Global Investment não tinha uma posição a descoberto no BES superior a 0,5% do seu capital social desde 2009. Agora, em duas semanas, reforça-a até uma posição equivalente a 0,62%.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Novembro de 2011 às 16:45
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A gestora de fundos britânica GLC Global Investment reforçou a aposta na queda das acções do BES duas vezes em menos de uma semana. A gestora tem agora uma posição a descoberto equivalente a 0,62% do capital social do banco.

Posição curta equivalente a 0,5%

Hoje, o banco liderado por Ricardo Salgado comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que, no dia 11 de Novembro, a GLC vendeu 65.592 CFD (contracts for difference), um instrumento financeiro alavancado, que concede uma elevada exposição, a partir da qual se podem maximar facilmente os ganhos - e as perdas.

Essa venda de CFD levou a que a gestora britânica passasse a ter, através de seis fundos, uma posição a descoberto no capital social do BES de 0,5%. As posições a descoberto são posições no capital de empresas que apostam na perda de valor das respectivas acções.

A GLC Global Investment não comunicava uma alteração na posição a descoberto do BES desde o início de 2009, o que quer dizer que, a partir daí, tinha de ter uma posição curta inferior a 0,5% do capital social do BES, ou até não ter, de todo.

A comunicação referente às movimentações de dia 11 de Novembro indicam, precisamente, que a “barreira” de 0,5% foi ultrapassada, já que é a partir desta percentagem que as empresas são obrigadas a anunciar uma participação curta.

Posição curta equivalente a 0,62%

Mas a gestora de fundos não se ficou por aqui na aposta na desvalorização das acções do BES e aumentou, dias depois, a sua participação a descoberto no banco. A 16 de Novembro, a GLC vendeu 500.000 CFD, aumentando a posição curta para 0,62% do capital social do banco, ou seja, para 5,89 milhões de euros.

Tanto a dia 11 como a 16 de Novembro, os dias das acções de venda por parte da GLC, o banco português negociou na bolsa de Lisboa mais de 3 milhões de títulos, o que é superior à média diária de 2,7 milhões de títulos transaccionados.

Desde 11 de Novembro, o primeiro dia em que a GLC aumentou a aposta na queda dos títulos do banco comandado por Ricardo Salgado, as acções do BES caíram 4,28%. Encerraram hoje nos 1,23 euros, o valor mais baixo desde que está em bolsa.

Mais posições curtas no BES

O BES volta, assim, a ser alvo de “short selling” por parte da GLC Global Investment, dias depois de também a Elliott Advisors ter assumido uma posição curta equivalente a 0,55% do capital social do banco.

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