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G7 vão criar medidas para impedir que contribuintes paguem por bancos falidos

O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, disse hoje que os responsáveis financeiros dos sete países mais ricos concordaram avançar com medidas para impedir que sejam os contribuintes a suportar a eventual falência de grandes bancos.

Bloomberg
Lusa 11 de Maio de 2013 às 18:21
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"É importante completar rapidamente o nosso trabalho de garantir que nenhum banco é demasiado grande para falir ['too big to fail']", disse o governante durante uma conferência de imprensa num intervalo das reuniões do G7, composto pelos ministros das Finanças dos Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália e Japão, juntamente com os governadores dos bancos centrais e a directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, acrescentando que "temos de pôr as regras em ordem para lidar com os bancos falidos e para proteger os contribuintes e para o fazer de uma forma consistente e global".

 

O governante garantia assim que a solução encontrada para lidar com os bancos de Chipre - chamar os contribuintes mais abastados a pagar uma parte do custo do resgate internacional - não vai ser repetida e que nenhum banco é demasiado grande para falir, o que elimina uma das principais razões para a intervenção dos Estados no princípio da crise financeira, no final da década passada.

 

Numa resposta à polémica do momento - a divergência entre os europeus e os norte-americanos relativamente à primazia da consolidação orçamental ou do crescimento económico na saída da crise financeira, Osborne disse que o desentendimento é menor do que aquele que é noticiado: "Toda a gente tem a noção que é preciso haver uma consolidação orçamental credível a médio prazo", disse, sublinhando, ainda assim, que os responsáveis também "concordaram que é preciso haver flexibilidade".

 

"Estamos, claro, a reunir-nos num momento em que o sentimento dos mercados financeiros melhorou e isso materializa-se numa melhoria das previsões económicas nalgumas das nossas economias", disse Osborne, reconhecendo que "todos concordámos que as perspectivas de crescimento mantêm-se desiguais e que não podemos tomar a retoma como garantida".

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