Banca & Finanças Goldman Sachs assume "óptima relação com o Estado" português

Goldman Sachs assume "óptima relação com o Estado" português

O director-geral da Goldman Sachs, António Esteves, fala da boa relação com o Estado português. Numa entrevista ao "Diário Económico", o caso José Luís Arnault serve apenas para se falar dos portugueses que existem neste banco de investimento.
Goldman Sachs assume "óptima relação com o Estado" português
Negócios 14 de janeiro de 2014 às 10:30

António Esteves é o primeiro português a chegar a "partner" da Goldman Sachs, sendo responsável pelos mercados de Portugal, Espanha, Itália e Grécia. 

 

Em entrevista ao "Diário Económico" diz acreditar que que "Portugal poderá vir aos mercados mesmo sem a rede do programa cautelar", defendendo que "Portugal fez um trabalho muito bom e positivo. Implementou e fez todas as reformas que foram pedidas e isso vai trazer resultados benéficos no futuro".

 

A Goldman Sachs foi um dos bancos que compôs o sindicato colocador da emissão de dívida pública a cinco anos realizada na semana passada. O piscar de olho ao Governo português não se fica pelos elogios às reformas.

 

António Esteves garante que não viu as relações com o Estado afectadas pelo caso dos swaps, até porque foi dos primeiros bancos a chegar a acordo. "Queremos ter uma relação boa, estável e consistente com Portugal e com o Governo, e rapidamente fizemos o acordo". 

 

Além de estar presente na emissão de dívida, a Goldman Sachs comprou 5% dos CTT. O que levou a mais elogios por parte de António Esteves: "o Governo acertou em cheio. Os contribuintes ganharam com a estratégia [de colocar os CTT em bolsa] e foi uma notícia muito positiva para Portugal". Garante que comprar 5% dos CTT "só demonstra a confiança que temos em Portugal", estando "sempre preparada para fazer investimentos e alocar capital a Portugal. Neste momento, o risco periférico não nos assusta".

 

A polémica do momento em Portugal, envolvendo a Goldman Sachs, é a contratação por parte deste banco de investimento de José Luís Armault, ex-ministro do Governo de Durão Barroso e um advogado influente. Na entrevista não é colocada qualquer questão sobre esta contratação, falando-se apenas dos portugueses que estão no banco de investimento. "A Goldman Sachs é um banco que tem capacidade de atrair o melhor talento que existe". Há 13 portugueses a trabalhar na Goldman, diz o responsável, que quer ver mais nacionais no banco. 




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