Empresas Governo aprova a criação do banco de fomento para apoiar empresas portuguesas

Governo aprova a criação do banco de fomento para apoiar empresas portuguesas

Pires de Lima prevê que a Instituição Financeira de Desenvolvimento entre em funcionamento em Outubro. Banco de fomento vai contar com 100 milhões de euros de capital e mil milhões em linhas de crédito.
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André Cabrita-Mendes 11 de setembro de 2014 às 17:23

O banco de fomento vai iniciar funções, com o objectivo de financiar as empresas portuguesas e estimular o crescimento económico. Um dos argumentos de peso deste banco vão ser os 100 milhões de euros que vai ter disponíveis para apoiar as empresas, a par dos mil milhões disponíveis em linhas de crédito comunitárias.

 

O decreto-lei foi aprovado pelo Executivo esta quinta-feira, 11 de Setembro, em Conselho de Ministros. A Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) só aguardava pela atribuição da licença pelo Banco de Portugal, para poder avançar, o que veio a acontecer na quarta-feira, 10 de Setembro.

 

"A instituição vai ter um capital de 100 milhões de euros que poderá crescer em função das suas necessidades", disse o ministro da Economia Pires de Lima, após o encontro semanal do Executivo.

 

O objectivo do Governo é que o banco esteja operacional até ao final do ano para acompanhar a chegada de novo dinheiro de Bruxelas no âmbito do novo quadro comunitário. Segundo estimou o ministro, o banco vai entrar em funções "algures em Outubro".

 

O banco de fomento "vai permitir a agregação de um conjunto de entidades públicas que lidam com a activação da economia e fundos comunitários".

 

"Em momentos de recessão ou estagnação económica, o financiamento à economia tende a acompanhar essa tendência e a gerar um movimento que acaba por amplificar a própria recessão ou estagnação económica"

 

Pires de Lima sublinhou que o financiamento à economia é "um papel muito importante", apontando que "é normal que se note mais" a actuação do IFD "quando a economia tender para a estagnação ou cair em recessão".

 

A IFD vai contar com sete a nove administradores, dos quais dois a quatro são executivos, e os restantes membros serão não executivos. Já a comissão de auditoria vai ser composta por três membros. 

 

"No final, o que esperamos que se possa sentir através da operacionalização gradual desta instituição, é um papel simultâneo da gestão de fundos comunitários" com a "activação de alguns protocolos de financiamento crédito bancário", apontou.

 

O ministro também sinalizou que um dos objectivos também vai ser a "capitalização de pequenas e médias empresas", "capitalização de pequenas e médias empresas", como, por exemplo, através do banco de fomento alemão KFW.

 

"Este financiamento poderá trazer "condições muito benéficas para as empresas através de protocolos também firmados com a banca comercial, de quase mil milhões de euros num prazo relativamente curto", anunciou Pires de Lima.




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