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Governo não vê problemas em grupo chinês comprar banco português

Mário Centeno defende que, do ponto de vista de mercado, não faz sentido temer investimento chinês na banca. Ricciardi, que lidera um banco de capital chinês, diz que Portugal é uma plataforma de ligação entre Ásia, Europa e EUA.

Bruno Simão
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 07 de Junho de 2016 às 16:35
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O Governo português não tem qualquer problema em investidores chineses adquirirem bancos portugueses. A garantia foi dada por Mário Centeno nos Estados Unidos, numa pergunta feita sobre a compra do antigo BESI pela Haitong.

 

A pergunta até foi feita a José Maria Ricciardi, no âmbito de um evento organizado pela Euronext em Nova Iorque, os Pan European Days, mas o presidente do agora denominado Haitong Bank passou para o colega de painel, Mário Centeno.

 

O ministro rejeitou qualquer problema na nacionalidade do capital: "De uma perspectiva de mercado, não vemos problema". "Não provocou qualquer reacção em Portugal", disse ainda o ministro, numa altura em que um banco português, o Novo Banco, procura um accionista – no concurso cancelado em Setembro do ano passado, estiveram dois grupos chineses (Fosun e Anbang) na fase final.

 

Para José Maria Ricciardi, que lidera um banco totalmente detido por um grupo chinês, "Portugal tornou-se numa das mais importantes plataformas para o investimento chinês". O banqueiro defende que o Haitong Bank é agora uma figura importante para mediar as relações entre a China e os investidores asiáticos mas também os Estados Unidos e a Europa. 

* O jornalista viajou a Nova Iorque a convite da Haitong

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