Banca & Finanças Governo pede auditoria aos créditos que obrigam a injeção pública no Novo Banco

Governo pede auditoria aos créditos que obrigam a injeção pública no Novo Banco

O Governo quer que seja realizada uma auditoria aos créditos que obrigaram o Novo Banco a pedir quase 2 mil milhões de euros ao Fundo de Resolução, dos quais mais de 1.200 poderão vir dos cofres do Estado.
Governo pede auditoria aos créditos que obrigam a injeção pública no Novo Banco
Lusa
Rita Faria 01 de março de 2019 às 18:53

O Governo quer que seja realizada uma auditoria aos créditos que obrigaram o Novo Banco a pedir quase 2 mil milhões de euros ao Fundo de Resolução, dos quais mais de 1.200 poderão vir dos cofres do Estado.

 

Em comunicado, o Ministério das Finanças sublinha que, dado o "valor expressivo" das chamadas de capital em 2018 e 2019, "o Ministério das Finanças, em conjugação com o Fundo de Resolução, considera indispensável a realização de uma auditoria para o escrutínio do processo de concessão dos créditos incluídos no mecanismo de capital contingente".

 

Este "valor expressivo" referido pelas Finanças diz respeito aos 792 milhões de euros que foram injetados no Novo Banco pelo Fundo de Resolução, em 2018, a que se soma o novo pedido de capital anunciado pela instituição esta sexta-feira: mais 1.149 milhões de euros.

 

Destes 1.149 milhões de euros, 850 milhões poderão vir dos cofres do Estado (este é o limite anual que o Estado pode emprestar ao Fundo de Resolução), que já disponibilizou 430 milhões dos 792 milhões que foram injetados no ano passado no Novo Banco.

 

Assim, se o Fundo de Resolução recorrer, em 2019, ao máximo anual de 850 milhões para injetar no Novo Banco, a nova fatura do Estado com a instituição poderá superar os 1.200 milhões em dois anos.

 

Neste sentido, o Ministério das Finanças garante que "continuará a acompanhar regularmente o processo de validação, pelo Fundo de Resolução, do montante solicitado pelo Novo Banco, de forma a assegurar a defesa do interesse público".

 

Estas novas necessidades de capital do Novo Banco, de 1.149 milhões de euros, foram conhecidas esta sexta-feira, dia em que a instituição liderada por António Ramalho anunciou que fechou o ano de 2018 com prejuízos de 1.412 milhões de euros.

 

Apesar de considerar "expressivas" as chamadas de capital de 2018 e 2019, as Finanças sublinham que, em outubro de 2018, "foi colocado um limite ao envolvimento financeiro do Fundo de Resolução", mas que "estes resultados hoje apresentados estão dentro desse limite".


(Notícia atualizada às 19:10)




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