Banca & Finanças Governo quer limpar balanços dos bancos para “libertar crédito para as empresas”

Governo quer limpar balanços dos bancos para “libertar crédito para as empresas”

O Ministério da Economia está a preparar uma forma de retirar activos dos bancos, designadamente empréstimos a empresas públicas e imobiliário, como forma de “libertar crédito para as empresas”. A preocupação do Governo é “reanimar e injectar dinamismo na economia”, explica Leonardo Mathias.
Governo quer limpar balanços dos bancos para “libertar crédito para as empresas”
Bruno Simão/Negócios
Negócios 10 de março de 2014 às 08:46

O secretário de Estado-adjunto da Economia está a preparar “numa forma de transmissão de activos que estão nos bancos, para potenciar a recuperação da economia portuguesa”, revelou Leonardo Mathias ao “Diário Económico”. Em causa poderão estar, escreve o jornal, carteiras de crédito ao consumo, dívidas de empresas públicas e imobiliário.

 

Em cima da mesa está a criação de um veículo ou uma empresa para onde sejam passados créditos dos bancos e outros activos que seriam posteriormente securitizados. Uma solução que, segundo o governante, tem que ser trabalhada com o Banco de Portugal, Ministério das Finanças e Associação Portuguesa de Bancos.

 

Leonardo Mathias afasta o cenário de criação de um “bad bank”, destinado a absorver crédito malparado, uma vez que os bancos já registaram as imparidades necessárias para fazer face aos activos em incumprimento. A ideia do Governo é “reanimar e injectar dinamismo na economia e atrair novo capital”. O secretário de Estado pretende ainda “libertar crédito para as empresas”.

 

Recorde-se que a possibilidade de criação de um veículo que absorvesse carteiras de crédito dos bancos e que, posteriormente, permitisse gerar liquidez através da securitização destes créditos, designadamente com recurso a garantias supra-nacionais foi proposta pelo Banco de Portugal à troika. No entanto, o projecto nunca avançou.

 

Além disso, desde 2011 que está previsto que o Estado compre dívidas das empresas públicas aos bancos para compensar o facto de as instituições terem tido perdas com a transferência de fundos de pensões para o Estado. No entanto, como Bruxelas impôs que estes empréstimos fossem avaliados abaixo do valor nominal para efeitos da transferência, a operação nunca chegou a realizar-se.




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