Banca & Finanças Governo acusa Executivo de Passos de ter sido inflexível nos "swaps" do Totta

Governo acusa Executivo de Passos de ter sido inflexível nos "swaps" do Totta

O secretário de Estado Ricardo Mourinho Félix criticou Maria Luís Albuquerque por se ter recusado a pagar para cancelar os "swaps" do Totta. "Convém encontrar um valor em que ambas as partes sintam que é uma minimização de perdas", disse.
Governo acusa Executivo de Passos de ter sido inflexível nos "swaps" do Totta
Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro 20 de abril de 2016 às 12:47

O secretário de Estado das Finanças, Mourinho Félix, defende que não houve uma postura negocial por parte da então secretária de Estado, e depois ministra, Maria Luís Albuquerque, em relação aos "swaps" vendidos pelo Santander Totta. 

 

"Havia a negociação com o Santander, de tal forma que o Estado não pagaria nada. Não há negociação em que vou negociar [pagar] zero. Convém encontrar um valor em que ambas as partes sintam que é uma minimização de perdas", criticou Mourinho Félix na comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa esta quarta-feira, 20 de Abril. 

 

Com oito bancos, o Governo acordou pagar os contratos de "swaps" subscritos por empresas de transportes na década anterior com um desconto de cerca de 30% (variável consoante o entendimento com cada banco). Do valor de mercado negativo para as empresas, que era na altura em torno de 1,5 mil milhões de euros, as companhias apenas pagaram cerca de mil milhões: o desconto foi de 30 milhões. 

 

Contudo, o Executivo de Passos Coelho não aceitava pagar nada neste processo ao Totta dada a complexidade que dizia constarem dos contratos. O Santander, embora tenha sempre dito que havia espaço negocial, nunca chegou a um entendimento. 

 

Foi por esse motivo que, em Maio de 2013, o banco de capitais espanhóis avançou com um processo na justiça londrina para declarar a validade dos contratos. Em 2016, o tribunal considerou que era válidos os produtos comercializados junto da Carris, Metro de Lisboa, Metro do Porto e STCP. O Governo vai recorrer a 28 de Abril e espera uma nova sentença até ao final do ano. 

 

 




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