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Governo critica BdP e instituições internacionais por permitirem "mascarar" problemas na banca

Ricardo Mourinho Félix voltou a deixar uma crítica pública ao trabalho do governador Carlos Costa. E também criticou as "instituições internacionais" por terem sido complacentes com o Executivo anterior.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 08 de Setembro de 2016 às 16:56
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O Governo de António Costa acusa o anterior Executivo de Passos Coelho de ter escondido a verdadeira situação da Caixa Geral de Depósitos. E deixa críticas a quem, afirma, ajudou a esse facto.

 

Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado do Tesouro e Finanças (na foto), foi ao Parlamento, chamado pelo CDS, para falar sobre o banco público. E uma das primeiras afirmações foi a de que a recessão que Portugal viveu foi "tão profunda que deixou marcas no sistema financeiro".

 

"Marcas tanto maiores quanto os problemas do sistema financeiro, foram  mascarados pelo anterior Executivo, com a complacência do supervisor e das instituições internacionais", declarou Mourinho Félix aos deputados.

 

O Governo volta a fazer assim uma crítica ao trabalho do governador – não é inédito, já que Mourinho Félix e Mário Centeno (que marcou o debate pela ausência) o fizeram noutras ocasiões. Mas também deixa farpas às instituições internacionais, sem as especificar. O discurso do Governo tem defendido que a troika esteve no país entre 2011 e 2014, dedicou dinheiro para a banca, e depois da sua saída já foram descobertos problemas no BES, no Banif. Agora, foi necessário capitalizar a Caia Geral de Depósitos.

 

A par do Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu faziam parte da troika e estiveram envolvidos, juntamente com o Governo, nas negociações para a capitalização e para a elaboração do plano de negócios da Caixa Geral de Depósitos. 

 

A CGD vai fazer um aumento de capital de 5.160 milhões de euros, 2.700 milhões dos quais de dinheiro fresco.

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