Banca & Finanças Governo nomeia António Varela para a administração do Banif

Governo nomeia António Varela para a administração do Banif

Estado vai ter um representante no Conselho de Administração do Banif e outro no Conselho Fiscal, sendo que a remuneração de ambos será suportada pelo banco.
Governo nomeia António Varela para a administração do Banif
Nuno Carregueiro 05 de março de 2013 às 08:01

O Ministro das Finanças já nomeou os representantes do Estado nos órgãos sociais do Banif, de acordo com o despacho publicado por Vítor Gaspar no suplemento do Diário da República de segunda-feira à tarde.

 

António Carlos Custódio de Morais Varela será o administrador não executivo no Banif, em representação do Estado, enquanto Rogério Pereira Rodrigues será membro do Conselho Fiscal.

 

O Estado português passou a ser o maior accionista do Banif, com mais de 99% do capital do banco, depois de ter injectado 1,1 mil milhões de euros no capital da instituição liderada por Jorge Tomé (na foto). Assim que o banco realizar um aumento de capital a subscrever por accionistas privados, o Estado deixará de ter o controlo do banco.

 

De acordo com o despacho de Vítor Gaspar, os dois gestores que nomeou para o Banif “não estão sujeitos a regime de exclusividade, não podendo contudo exercer funções remuneradas em instituições concorrentes”.

 

António Varela “tem assento e direito de voto nas Comissões do Conselho, e bem assim Comités do Grupo, existentes ou a criar, abrangendo matérias de gestão de risco e de remunerações, e em outras comissões ou órgãos estatutários de natureza semelhante, tais como as relativas a matérias de supervisão de imparidades, que venham a ser comunicadas ao Banco”.

 

António Varela foi vogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da Cimpor entre 2009 e 2012 e Rogério Pereira Rodrigues foi nomeado Inspector-Geral de Defesa Nacional,em 2007, pelo Governo de José Sócrates.

 

 

A remuneração os dois gestores será suportada pelo Banif, “a quem também incumbe reembolsar os nomeados pelas despesas razoáveis decorrentes da prossecução dos seus deveres, incluindo o custo do pessoal administrativo necessário a apoiar o desempenho adequado das suas funções, desde que as mesmas sejam incorridas de forma equitativa e de acordo com as práticas de mercado”.




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