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Grego Eurobank falha capitalização com recurso a privados

Ao contrário do Piraeus, que fez um acordo com o BCP, o Eurobank Ergasias falhou a captação de investimento privado. O reforço de capital terá de ser feito com recurso ao fundo de estabilidade financeira, o que o deverá tornar estatal.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 22 de Abril de 2013 às 20:13
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No mesmo dia em que o Piraeus anunciou a compra da unidade grega do BCP para se capitalizar, o Eurobank revelou que não vai recorrer a capital privado para reforçar os seus capitais.

 

O banco grego anunciou esta segunda-feira, depois de uma reunião do conselho de administração, que será o fundo helénico de estabilidade financeira (HFSF, na sigla inglesa) a subscrever toda a operação de aumento de capital.

 

Segundo o plano de recapitalização, o fundo que mantém a adequação de capital das instituições de crédito da Grécia estava responsável por garantir a quase totalidade das necessidades de capital dos bancos – através de novas acções ou da emissão de instrumentos de capital contingentes (os chamados “CoCos”). Contudo, era necessário que pelo menos 10% do reforço de capital exigido a cada um dos bancos gregos fosse conseguido com o recurso a investidores privados. Só assim os bancos continuariam privados.

 

A administração do Ergasias Eurobank vai propor à assembleia-geral de accionistas, a realizar-se a 30 de Abril, que o reforço de capital de 5,8 milhões de euros seja totalmente subscrito pelo fundo helénico de estabilidade financeira, segundo o comunicado hoje emitido. A operação vai conduzir “à recapitalização imediata e total do banco” mas vai acabar por colocar o controlo do banco nas mãos do Estado, como refere a agência Bloomberg.

 

No comunicado, o Eurobank, um dos quatro grandes bancos gregos, sublinha que tal decisão se deve à “incerteza relativa à conclusão, ou não, da fusão com o National Bank of Greece”. A operação de fusão destas duas instituições foi suspensa no início do mês com os receios de que a entidade resultante pudesse ficar demasiado grande quando comparada com a economia helénica.


O Piraeus Bank não vai precisar de recorrer ao fundo de estabilidade financeira porque conseguiu concretizar vários acordos para que o reforço de capital seja alcançado com pelo menos 10% de participação de investidores privados. O banco vai comprar a unidade grega do BCP, o Millennium Bank, que irá também intervir na sua capitalização, tornando-se seu accionista minoritário. Assim, o Eurobank mantém o carácter privado.

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