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Guindos: Necessidades de capital da banca espanhola são de apenas 40 mil milhões

Espanha negociou um empréstimo de 100 mil milhões de euros com os parceiros europeus. As auditorias apontavam para necessidades da banca de 60 mil milhões de euros. O ministro das Finanças veio esta quarta-feira dizer que afinal a banca só precisa de 40 mil milhões. A dependência da banca espanhola face ao BCE diminuiu em Outubro.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 14 de Novembro de 2012 às 13:47
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Luis de Guindos, ministro das Finanças e da Economia espanhola, revelou esta quarta-feira que a banca precisa de 40 mil milhões de euros de financiamento. Este será o valor total necessário para Espanha conseguir recapitalizar a banca, de acordo com o site espanhol “Invertia”.

Os 40 mil milhões comparam com os 100 mil milhões negociados como plano de ajuda financeira com os parceiros europeus. E também com os 60 mil milhões de euros estimados pelos auditores que estiveram a analisar as contas dos bancos.

A diferença de valores – necessidades actuais e estimativa anterior – estará relacionada com uma série de ajustes, entre eles a transferência de activos para o “banco tóxico” e a capacidade de captar investimento privado, de acordo com o ministro.

Guindos terá salientado que a maior parte das necessidades de capital da banca espanhola estão concentradas em quatro entidades, que estão nas mãos do Estado – Bankia, Catalunya Banc, Novagalicia e Banco de Valência. Estas instituições vão ser recapitalizadas ainda em Dezembro.

As restantes instituições espanholas que possam precisar de ajuda financeira deverá recebê-la no início do próximo ano.

Dependência dos bancos espanhóis do BCE diminui 8,2% em Outubro

O valor dos empréstimos da banca espanhola junto do Banco Central Europeu (BCE) diminuiu, em Outubro, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Espanha.

No total, a dependência da banca espanhola do banco central é de 366,93 mil milhões de euros, o que compara com os 399,93 mil milhões de euros registados no mês anterior.

Os bancos espanhóis absorvem assim 32% do total dos empréstimos concedidos aos bancos europeus.

A banca europeia tem aumentado a sua dependência junto do BCE devido aos constrangimentos que se vivem no mercado de financiamento. A banca tem tido dificuldade em conseguir financiar-se no mercado e por isso tem recorrido ao banco central, que tem disponibilizado liquidez com juros mais baixos do que os praticados no mercado.
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