Banca & Finanças Horta Osório diz que é "chocante" e defende auditoria externa sobre Banif

Horta Osório diz que é "chocante" e defende auditoria externa sobre Banif

O presidente do banco britânico Lloyds, Horta Osório, defendeu esta terça-feira, 22 de Dezembro, a realização de uma auditoria externa que mostre aos portugueses o que aconteceu no Banif, considerando que é "um assunto chocante" que tem de ser "devidamente explicado".
Horta Osório diz que é "chocante" e defende auditoria externa sobre Banif
Lusa 22 de dezembro de 2015 às 15:29

"Acho que é um assunto chocante e que tem de ser devidamente explicado", afirmou Horta Osório, em declarações aos jornalistas à margem do Conselho da Diáspora, que decorreu no Palácio da Cidadela, em Cascais.

 

Lembrando que se sabia que o banco estava fragilizado há uns anos e que recorreu à ajuda de uma linha europeia no valor de mil milhões, Horta Osório defendeu ser necessário perceber porque agora se chegou à conclusão que os contribuintes têm de injectar mais do dobro desse montante no banco, num total de três mil milhões de euros, ou seja, "mais de mil euros por cada família portuguesa".

 

"Acho que tendo o banco recorrido a cerca de mil milhões de euros há dois anos e agora ser injectado mais do dobro desse valor, este valor é demasiado para não ter um apuramento claríssimo das responsabilidades", enfatizou.

 

Ou seja, acrescentou, ou o valor que foi injectado há uns anos não estava correcto ou então "tem que se perceber o que nestes poucos anos aconteceu".

 

"Acho que deve ser feita uma auditoria independente que mostre aos contribuintes portugueses exactamente que negócios é que foram feitos, que originaram esta injecção da capital no banco, que créditos é que foram concedidos que não foram pagos, porque agora que o mal está feito acho que os contribuintes merecem saber com exactidão e transparência exactamente o que se passou", defendeu.

 

O Governo e o Banco de Portugal anunciaram no domingo a venda do Banif ao Banco Santander Totta, por um valor de 150 milhões de euros, no âmbito da medida de resolução aplicada ao banco cuja maioria do capital pertencia ao Estado português, de forma a impedir a sua liquidação, numa operação que envolve um apoio público estimado em 2.255 milhões de euros.




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