Banca & Finanças Horta e Costa: Avaliação do BESI para a Escom era "um bocadinho salgada"

Horta e Costa: Avaliação do BESI para a Escom era "um bocadinho salgada"

"Achava difícil chegarmos àqueles valores. Uma avaliação difícil de sustentar. Era esticar a corda", disse o administrador da Escom, Luís Horta e Costa, que nega estar envolvido.
Horta e Costa: Avaliação do BESI para a Escom era "um bocadinho salgada"
Bruno Simão/Negócios

A Escom é uma sociedade do Grupo Espírito Santo com actividade em Angola. Esteve para ser vendida em 2010 a um comprador possivelmente ligado à Sonangol. O valor de venda era 483 milhões de dólares, de acordo com um documento do Banco de Portugal. Um valor que, segundo um dos seus administradores, é demasiado elevado.  

 

"Achava difícil chegarmos àqueles valores. Uma avaliação difícil de sustentar. Era esticar a corda", disse Luís Horta e Costa, chamado para ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES. 67% do capital da Escom estava nas mãos do GES, através da Espírito Santo Resources. O restante era do seu presidente, Hélder Bataglia, que também será chamado ao inquérito parlamentar.  

 

Horta e Costa nunca falou do valor da venda da Escom à Sonangol. Mas um documento que foi entregue pelo Banco de Portugal à comissão de inquérito, e a que o Negócios teve acesso, diz que o valor de venda era de 483 milhões de euros.  

 

Na sua audição, o gestor da Escom – Espírito Santo Comercial – disse que a avaliação que estava em causa na operação era irreal. "A avaliação do BESI para a Escom era um bocadinho salgada", disse em resposta à deputada Cecília Meireles, falando sobre o grupo que era liderado por Ricardo Salgado.  

 

Horta e Costa, que dispensou fazer uma intervenção inicial, declarou que a administração da Escom nunca teve "uma palavra a dizer" na avaliação da Escom, dado que a accionista a encomendou ao BESI. "Nunca fomos chamados a pronunciar se estávamos ou não de acordo com a avaliação".  

 

O negócio de venda da Escom nunca se concretizou. A Sonangol só terá pago um sinal de cerca de 85 milhões de dólares, que correspondia a 15% do total. A operação esteve para acontecer nos anos seguintes mas nunca chegou a acontecer. Esteve para ser adquirida pela Newbrook, alegadamente de Álvaro Sobrinho, mas também não aconteceu.




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