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Horta Osório: "É triste que o BPI esteja bloqueado nesta situação"

Horta Osório lamenta que o BPI tenha ficado de fora da corrida ao Novo Banco. "É triste", sublinhou na conferência do Negócios. Para o líder do Lloyds, o BPI tem complementaridades tanto com o Novo Banco como com o BCP. E faz sentido haver mais concentração na banca portuguesa.

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Maria João Gago mjgago@negocios.pt 17 de Abril de 2015 às 10:41
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"É triste que o BPI esteja bloqueado nesta situação geral que tem de ser resolvida", lamentou Horta Osório na conferência Os Caminhos do Crescimento, promovida pelo Negócios. O banqueiro referia-se ao facto de o banco de Fernando Ulrich ter sido excluído da corrida ao Novo Banco, o que o líder do Lloyds atribui aos accionistas.

 

"O Novo Banco traria sinergias importantes e racionais, mas o interesse do BPI foi bloqueado por accionistas. O BPI, estando nos particulares, tinha complemento com Novo Banco que está mais presente nas empresas. Mas a operação foi bloqueada por accionistas", justificou.

 

O banqueiro português que faz carreira em Londres não quis dizer se o BPI deve agora optar por uma fusão com o BCP, cenário defendido por Isabel dos Santos. Mas assinalou as complementaridades entre as duas instituições.

 

"Houve uma tentativa de OPA do BCP sobre o BPI há nove anos, a sete euros", ironizou. "Os dois bancos são complementares, porque o BPI está nos particulares e o BCP está mais nas empresas. Compete aos accionistas de cada banco resolver", sublinhou.

 

Certo é que para Horta Osório deve haver mais concentração no mercado bancário português.

 

"Em Portugal, sendo um país pequeno e cuja economia se contraiu muito, os bancos enfrentam um problema de rentabilidade, sobretudo em ambiente de taxas de juro estruturalmente baixas. Com menos bancos, a rentabilidade aumentará", defendeu.

 

"Portugal tem cinco grandes bancos e no ano passado, excepto um, todos tiveram prejuízos", recordou para sustentar a sua posição.

 

O líder do Lloyds não receia que uma maior concentração reduza a concorrência, uma vez que considera que é possível conjugar estes dois eixos. "Gosto muito de rentabilidade com concorrência. Quer o Santander Totta em Portugal, quer o Lloyds em Inglaterra são bons exemplos de rentabilidade e concorrência". 

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