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Horta Osório vai sofrer corte de 12% no seu bónus após coima ao Lloyds

O presidente executivo do Lloyds vai ficar sem 477 mil euros do seu bónus de mais de 15 milhões por o regulador ter multado o banco pela forma como geriu as queixas de clientes em relação à venda de produtos financeiros.

Bruno Simão/Negócios
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 05 de Junho de 2015 às 13:10
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António Horta Osório vai ficar sem 12% do bónus que recebeu em 2014. A decisão foi tomada pelo Lloyds após o banco ter sido multado em 117 milhões de libras pela forma como geriu as queixas dos seus clientes em relação à venda de produtos financeiros.

A coima foi aplicada pelo regulador financeiro britânico - a Financial Conduct Authority (FCA), ao considerar que o banco não tratou os seus clientes de forma justa entre 5 de Março de 2012 e 28 de Maio de 2013 pelas queixas em relação à venda pela instituição de seguros de crédito à habitação (PPI, na sigla em inglês). Ao mesmo tempo, o regulador obrigou o Lloyds a rever as queixas de 1,2 milhões de clientes.

"Apesar das nossas intenções serem as correctas, cometemos erros na forma como lidamos com os PPI. Lamento muito", disse Horta Osório esta sexta-feira, 5 de Maio, citado pelo The Guardian.

O presidente executivo do Lloyds recebeu um bónus total de 11,5 milhões de libras (15,6 milhões de euros) relativo ao exercício de 2014 e vai agora ficar sem uma fatia de 350 mil libras (477 mil euros).

Esta coima recorde foi calculada com base no número de clientes afectados pela forma como o banco lidou com as queixas dos clientes relativas à venda destes produtos financeiros.

Os bancos britânicos já colocaram de lado 25 mil milhões de libras para qualquer contingência relativa aos PPI. O Lloyds, actualmente detido em 19% pelo Estado britânico após ter sido resgatado em 2008, é o banco com a maior factura e vai ter de pagar 12 mil milhões de libras em compensações e coimas.

"Se a confiança nos serviços financeiros vai ser restaurada após a venda enganadora dos PPI, então os clientes precisam de ter confiança de que as suas queixas vão ser tratadas de forma justa", disse Georgina Philippou, directora do regulador.

"O tamanho da coima reflecte o facto de que muitas queixas foram mal geridas pelo Lloyds. Os clientes que já tinham sido tratados de forma injusta, voltaram a ser tratados assim pela segunda vez e foi-lhes negada a compensação devida. A conduta do Lloyds é inaceitável", sublinhou a responsável do FCA.

Em antecipação à coima, o Lloyds decidiu em Fevereiro congelar partes dos bónus de 2012 e 2013 da sua equipa executiva. Apesar do corte, a percentagem de 12% que coube a Horta Osório é inferior à dos restantes membros do comité executivo que vão sofrer um corte de 25% nos seus bónus.

O Lloyds segue a cair 0,57% para 87,00 pence na bolsa de Londres.
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