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HSBC quer contratar milhares de funcionários para reforçar presença em Hong Kong

O HSBC planeia acrescentar quatro mil postos de trabalho na China, mais especificamente na região Delta do Rio das Pérolas (Pearl River Delta), em Hong Kong, expandindo assim operações numa das regiões com maior dinamismo económico do país. Este alargamento acontece numa altura em que o banco está a reduzir a sua presença a nível mundial.

Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 21 de Setembro de 2015 às 13:27
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Peter Wong, CEO para a região da Ásia-Pacífico do banco, deu conta dos planos do HSBC – de reforçar a sua força de trabalho em quatro mil pessoas nos próximos três a quatro anos na região Delta do Rio das Pérolas - numa entrevista ao Hong Kong Economic Times, publicada esta segunda-feira, 21 de Setembro, e cuja informação foi depois confirmada pelo banco, escreve a Bloomberg.

A contratação de 4 mil pessoas representa um aumento de 30% na força de trabalho do HSBC na região Delta do Rio das Pérolas (Pearl River Delta), que conta actualmente com 13 mil funcionários. Em contraste, o banco pretende cortar a nível mundial o número de funcionários em 50 mil pessoas nos próximos três anos e reduzir os custos em 5 mil milhões de dólares (cerca de 3,5 mil milhões de euros).

Na prática, o HSBC está a direccionar esforços para a Ásia, a região onde a empresa tem um melhor desempenho, escreve a Bloomberg, enquanto reduz a sua presença em países como o Brasil ou a Turquia. Na região de Delta do Rio das Pérolas, no norte de Hong Kong, vivem mais de 40 milhões de pessoas.

As expectativas do HSBC são de aumentar os lucros antes de impostos nesta região dos 100 milhões de dólares registados no ano passado para mil milhões de dólares dentro de cinco anos.

A importância de Hong Kong para o HSBC aumenta na medida em que a estrita regulação europeia reduz o lucro das entidades bancárias. Hong Kong contribuiu em 66% para o lucro antes de impostos no HSBC no primeiro semestre na região Ásia-Pacífico.

"O HSBC está provavelmente demasiado optimista sobre o desempenho da China, dada a desaceleração da economia do país, terá muita concorrência por parte de agentes domésticos", diz Zheng Chunming, analista da Capital Securities, acrescentando que os investidores estão preocupados com o desempenho da economia chinesa e, logo, "cautelosos quando pensam em investir no HSBC".

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