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Insolvências da Rioforte e Espírito Santo International estendem-se por mais quatro meses

Em vez de Junho, os credores das sociedades de topo do Grupo Espírito Santo, como os clientes com papel comercial e a Pharol, têm até Outubro para entregar as suas reclamações no Luxemburgo.

Pedro Elias
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As insolvências da Rioforte e da Espírito Santo International vão prolongar-se por mais tempo do que o inicialmente estimado. Os credores, entre os quais os clientes do antigo BES que compraram papel comercial e a Pharol, têm mais quatro meses para reclamarem as dívidas daquelas empresas do Grupo Espírito Santo.

 

É até 31 de Outubro de 2016 que pode ser feita a reclamação de créditos, de acordo com uma nota dos responsáveis pelo acompanhamento das insolvências publicada a 2 de Maio no site oficial dos processos que estão a decorrer no Luxemburgo. A data é um novo prolongamento face à meta de 30 de Junho que estava definida até aqui.

 

O processo não tem sido fácil e o último dia para que efectivamente seja colocado um ponto final na reclamação de créditos tem sido sucessivamente adiado no caso destas duas empresas do GES: a primeira data oficial foi 31 de Março de 2015.

 

Os credores que já entregaram as suas reclamações no Luxemburgo, onde estavam sediadas estas duas sociedades de topo do grupo encabeçado por Ricardo Salgado (na foto), não precisam de entregar novos documentos.

 

Não é avançada nenhuma justificação para este adiamento de quatro meses – no prolongamento para 30 de Junho, a justificação prendia-se com um pedido feito pela liquidação do Banque Privée Espírito Santo, para que fosse possível criar uma "solução comum" para os clientes do banco que eram credores das sociedades.

 

Este adiamento afecta os cerca de 2.000 clientes com perto de 500 milhões de euros em papel comercial de sociedades do GES que foi vendido no BES (clientes que esperam poder receber uma parte do investimento na solução que está a ser promovida pelo Governo e negociada com os reguladores nacionais) e que também tem impacto na Pharol, que reclama às empresas a aplicação de 897 milhões de euros que fez em papel comercial.

 

Segundo dados do final do ano passado, a ESI, que era a empresa de topo do Grupo Espírito Santo, tinha recebido 1.000 reclamações que ascendiam a mais de 4 mil milhões de euros. Nos cofres, estavam 122,7 milhões de euros. Ou seja, a ESI conseguia, àquela data, pagar 3% da dívida, ainda que os números não sejam finais, dado que ainda há activos para venda e eventuais reclamações por chegar.

 

O mesmo acontece com a Rioforte – ainda há pouco tempo arrancou o processo de venda da Companhia Brasileira de Agropecuária, uma fazenda brasileira de arroz e soja, e a venda da Comporta continua presa. A 31 de Dezembro de 2015, a Rioforte tinha fundos para satisfazer 4% da dívida total reclamada. Chegaram já ao Luxemburgo 1.250 participações a pedir mais de 2,8 mil milhões de euros quando o montante depositado ascendia a quase 110 milhões de euros.

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