Banca & Finanças Isabel dos Santos no BCP? "O que é preciso é valorizar o banco"

Isabel dos Santos no BCP? "O que é preciso é valorizar o banco"

Macieira Coelho é um dos accionistas históricos do BCP. Vai a assembleias-gerais há "muitos, muitos anos". Ainda se realizavam no Porto. Gosta de intervir. E diz que é importante dar força ao banco. 
Isabel dos Santos no BCP? "O que é preciso é valorizar o banco"
Reuters
Diogo Cavaleiro 21 de abril de 2016 às 15:17

A assembleia-geral do Banco Comercial Português segue-se a um almoço que junta aos órgãos sociais do banco. Enquanto os administradores vão entrando na sala de reuniões, os accionistas, que não participaram no almoço, seguem em fila para a acreditação. Macieira Coelho vai inscrever-se com as suas 20 mil acções. Espera votar a favor a fusão de acções: "Tem interesse". Mas tem várias coisas a dizer.

 

O accionista, que vai a assembleias-gerais do BCP "há muitos, muitos anos", quando ainda aconteciam no Porto, espera intervir na reunião magna de accionistas, cuja mesa é liderada por Menezes Cordeiro. Macieira Coelho está aberto à entrada de novos accionistas no banco – um dos pontos da agenda é os actuais investidores abdicarem do seu direito de preferência na participação num aumento de capital que pode ir até 20% da capitalização bolsista do banco.

 

Sobre a possibilidade de a empresária angolana Isabel dos Santos vir a entrar no BCP, o accionista com 20 mil acções do BCP repete que há "interesse". "O que é preciso é valorizar o banco. Tem interesse para o BCP".

 

A fila de accionistas continua – manteve-se mesmo depois do arranque da assembleia desta quinta-feira, 21 de Abril, quando havia 41,92% das acções representantes – mas os membros dos órgãos sociais não quiseram fazer comentários aos jornalistas, quando saíram de um edifício do hotel, no Lagoas Park, em Oeiras, para um outro edifício, onde se realiza a reunião.

 

Macieira Coelho foi um dos accionistas que não almoçou mas que foi para a sala de reuniões. Histórico nas reuniões do banco, faz o seu elogio a Miguel Cadilho. "devia ter sido presidente". Admite que o ambiente do BCP "está mais calmo" do que na década passada. "O BCP tem tido um óptimo presidente. Deve continuar, tem feito um óptimo trabalho".

 

Nuno Amado, presidente executivo, não quis fazer comentários antes da reunião. Prometeu falar no final da assembleia. A ideia é que acabe ao final da tarde. Raquel Vunge, representante da angolana Sonangol, empresa que alegadamente enfrenta dificuldades financeiras, remeteu-se igualmente ao silêncio.

 

António Mexia, presidente da EDP com presença na administração enquanto membro não executivo, também não quis falar, nem mesmo sobre o diploma que permite as desblindagens de estatutos dos bancos mas que deixa de fora a eléctrica que lidera




pub

Marketing Automation certified by E-GOI