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Joaquim Goes: "Salgado recrutou-me por querer pessoas com ideias novas"

"Quero pessoas com ideias novas que venham a ajudar a transformar o banco". Foi com estas palavras que Ricardo Salgado recrutou Joaquim Goes para o BES, contou o gestor ao receber o Prémio Carreira da Universidade Católica. O banqueiro defendeu que para lidarem com a pressão, gestores devem "delimitar uma fronteira ética".

Jorge Paula/Correio da Manhã
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 20 de Maio de 2014 às 21:40
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Quando, em meados dos anos 1990, Joaquim Goes se encontrou pela primeira vez com Ricardo Salgado, que o queria recrutar para o Banco Espírito Santo, o jovem gestor fez questão de avisar: "Eu não tenho qualquer experiência de banca". Mas o banqueiro não vacilou e respondeu: "Agradeço a sua frontalidade, mas pessoas que trabalham no banco há 15 anos tenho aqui às centenas. Quero pessoas com ideias novas que venham ajudar a transformar o banco".

 

A história sobre como é que o gestor se iniciou como banqueiro foi recordada por Joaquim Goes, hoje administrador do BES, na cerimónia de entrega do Prémio Carreira da Universidade Católica. O laureado fez questão de agradecer a Ricardo Salgado, assim como aos seus restantes antigos chefes: Goes Ferreira, António Bernardo, Sousa Gomes.

 

No seu discurso de agradecimento, o administrador do BES, que em meios financeiros e empresariais tem sido apontado como candidato à sucessão de Ricardo Salgado, defendeu que a gestão de empresas deve compatibilizar competitividade e solidariedade. E apelou à necessidade de "delimitar uma fronteira ética" para que os gestores possam lidar com "as fortes pressões dos accionistas, dos reguladores e dos restantes ‘stakeholders’".

 

Recordando São João Paulo II, Joaquim Goes defendeu que os líderes devem nortear-se por valores de diligência, capacidade de trabalho, prudência, confiança, fidelidade e coragem. "São valores que devem nortear a vida das empresas", sublinhou.

 

E citou o Papa Francisco para apelar "a uma solidariedade desinteressada e a um regresso da economia e das finanças a uma ética propícia ao ser humano".

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