Banca & Finanças Jorge Tomé sugere que Fundo de Resolução vai gerar ganhos à custa do Banif  

Jorge Tomé sugere que Fundo de Resolução vai gerar ganhos à custa do Banif  

Os activos que o Santander não quis foram para um veículo, a Naviget, a um preço inferior ao seu justo valor. O que deverá permitir mais-valias quando forem vendidos, diz o ex-CEO do Banif à SIC Notícias.   
Jorge Tomé sugere que Fundo de Resolução vai gerar ganhos à custa do Banif  
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 24 de dezembro de 2015 às 08:48

O Fundo de Resolução, que se encontra numa situação deficitária desde que injectou 4,9 milhões de euros no Novo Banco em 2014, poderá conseguir capitalizar-se com o fim do Banif, segundo acredita Jorge Tomé.

 

"O Fundo de Resolução pode fazer mais-valias à custa do Banif? Pode acontecer?", questionou o jornalista da SIC Notícias ao ex-presidente executivo do Banif. "Não é não pode; vai acontecer", asseverou o gestor.

 

Jorge Tomé explicou que os activos que passaram para o veículo, que são activos imobiliários, foram "a preço de saldo", com um corte face ao seu real valor, registado no balanço do banco, de 66%. É por terem sido inscritos com um preço tão baixo que o leva a dizer que, no futuro, "vão ser vendidos com mais-valias". 

 

A Naviget é detida pelo Fundo de Resolução, integrando os activos que o Santander Totta não quis adquirir ao Banif.

 

"Este processo serve os interesses de capitalização do Fundo de Resolução. O efeito desta solução de passar activos do antigo Banif para este veículo ao preço a que passaram é que, obviamente, num processo de venda vão gerar mais-valias e, como o activo pertence ao Fundo de Resolução, obviamente que ele vai ser capitalizado por essa via", opina Jorge Tomé.

 

Para o responsável, este é "um dos racionais que se podem concluir" da operação de resolução aplicada ao Banif. "Se houve outras moedas de troca, não sei".

 

Funcionários em dúvida

 

Em relação à segurança laboral dos funcionários dos serviços centrais do Banif, que ficaram na Naviget (já que o Totta só quis os trabalhadores dos balcões),  Jorge Tomé tem dúvidas. "Uma grande parte vai ficar com os contratos de trabalho muito fragilizados".

 

"Provavelmente é o que vai acontecer" é a sua resposta quando questionado, na SIC Notícias, sobre a possível perda de postos de trabalho. 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI