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Jorge Coelho: "A banca é o osso mais duro de roer nestas negociações" das PPP

O antigo ministro das Obras Públicas, Jorge Coelho, afirmou hoje no Parlamento que "a banca é o osso mais duro de roer nestas negociações" dos contratos das Parcerias Público-Privadas (PPP), defendendo que "a banca não pode mandar no país".

Lusa 27 de Fevereiro de 2013 às 20:46
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"A banca é o osso mais duro de roer nestas negociações", defendeu o antigo governante socialista, que recentemente deixou a presidência executiva da Mota-Engil, considerando que "tem que haver um cuidado grande nas negociações".

 

Aos deputados, Jorge Coelho defendeu que "a banca não pode mandar num país nem pode mandar no Governo", acrescentando que "também a troika não pode mandar em Portugal".

 

"Quem manda em Portugal são os portugueses e o Governo por eles eleito", declarou, considerando que "a banca não pode nem deve ter neste processo mais poder do que lhe dá aquele de ter sido um parceiro [nos contratos das PPP]. Não pode determinar as regras".

 

Jorge Coelho considerou que a banca, em geral, e o Banco Europeu de Investimento (BEI), em particular, "tem que compreender e adaptar-se a estas situações".

 

Apesar de defender que o país precisa de "uma banca sólida", o antigo governante defendeu que "o sacrifício global também seja exigido" ao sector financeiro.

 

Ainda em relação à opção pelo modelo das PPP, Jorge Coelho disse que, quando esteve no Governo, de António Guterres, "era preciso dar um abanão no país para que se criasse riqueza", adiantando que este tipo de contrato "era a maneira de trazer a banca internacional".

 

"A opção era o país continuar parado, como estava. Não acho que deva ser o único modelo de investimento, mas, na altura, não havia um modelo melhor", realçou.

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