Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

José Almaça: “É lamentável que não tenhamos uma grande seguradora de capital português”

O presidente do ISP considera que é importante ter um sector “eficiente” e “que dê respostas às exigências”, mas lamenta o facto de não haver uma grande seguradora totalmente portuguesa. Diz também que o maior objectivo para 2014 é a preparação para as novas regras de 2016.

Correio da Manhã
Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 13 de Maio de 2014 às 13:56
  • Assine já 1€/1 mês
  • 4
  • ...

“A mim não me preocupa quem é o detentor, quero é um sector eficiente e que dê respostas às exigências. Agora, é lamentável que não tenhamos uma grande empresa de capital português por uma questão de património”,  respondeu José Almaça quando questionado por Helena Garrido, directora do Jornal de Negócios, organizador da conferência “Os Seguros em Portugal”, em parceria com as companhias de seguros Allianz, Generali, Liberty e Mapfre.

 

Para o presidente do ISP, o grande desafio para 2014 é "a preparação para o dia 2 de Janeiro de 2016. Começámos a 30 de Abril os testes de stress, programa que foi dinamizado a nível europeu pela European Insurance and Occupational Pensions Authority (EIOPA), que finaliza em meados de Julho, e que é obrigatório para as seguradoras que representam mais de 50% do mercado. Mas, como forma de preparação para Solvência II, aproveitámos esta circunstância para fazer o QIS (Quantitative Impact Study) de 2014 às 42 seguradoras, com dados relativos a 31 de Dezembro de 2013. No passado já foram feitos seis QIS”, afirmou o responsável.

 

José Almaça acrescentou que “o teste vai ser feito a nível europeu ao nível de grupos. Nós em Portugal só vamos fazer em relação ao grupo Caixa e depois outras companhias são feitas pelos seus países de origem”.

 

Por isso, sublinhou, em 2014 e 2015 “vamos ver as necessidades de capital. A Solvência II vai mudar radicalmente a maneira de gerir as companhias”.  Ou seja, neste e próximo ano 2014 e 2015 “vamos fazer a supervisão com base na Solvência I e acompanhando a introdução do Solvência II, que é uma realidade a partir de 1 de Janeiro de 2016. O Solvência II é também um desafio para o supervisor”.

 

E é precisamente o que o leva à China. Quando questionado sobre o que espera da viagem respondeu: ”vou reunir com os supervisores de lá na qualidade de supervisor tenho todo o interesse em estar com eles. Quero estreitar relações com a supervisão chinesa”.

 

E a legislação (em vigor desde 2009) devia ser alterada, deu por exemplo um indivíduo com 30 anos e que tem determinada incapacidade e depois aumenta a pensão de invalidez com a idade ou permanece com ela, “com os avanços da medicina não tem necessariamente que aumentar. Deve haver a revisão da pensão porque nada garante que ele não tenha melhorado. Isso dá uma carga administrativa enorme”, criticou.

Ver comentários
Saber mais José Almaça seguros capital português
Outras Notícias