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José Manuel Espírito Santo: O que era "Pôr o Moedas a funcionar"? "Nunca encomendámos nada ao Governo"

Vários deputados confrontaram José Manuel Espírito Santo com o facto de ter dito numa reunião do conselho superior do GES que a família devia "pôr o Moedas a funcionar", referindo-se ao antigo secretário de Estado-adjunto do primeiro-ministro. O representante de um dos maiores ramos familiares diz que "não encomendaram nada ao Governo".

Bruno Simão/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 17:44
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"Nunca encomendámos nada ao Governo. Nem era nossa intenção encomendar o que quer que seja. Tínhamos de informar" o executivo, respondeu José Manuel Espírito Santo quando confrontado pelo deputado comunista com uma citação sua em que afirmava que "temos de pôr o Moedas a funcionar". Uma frase dita numa reunião do conselho superior do GES para discutir o agravar da situação financeira do grupo.

 

"Em relação ao engenheiro Carlos Moedas, já disse qual era o contexto. Quando aprecio uma pessoa, é normal que possa falar com ela, trocar ideias e pedir opiniões", tentou explicar. Já antes tinha dito ao deputado do PS que a referência ao secretário de Estado tinha surgido depois de o ter conhecido num seminário. "Vejam o contexto e não pensem que fosse qualquer outra ideia", pediu o antigo administrador do BES.

 

"Era dever nosso informar o Governo. Sem qualquer outra intenção" defendeu. Sobre o facto de o antigo representante do Crédit Agricole, Xavier Musca, ter apelado à coordenação nos contactos com o Governo, José Manuel justificou: "Tinha experiência de governo em França e teve a preocupação de passar o testemunho do que se fazia em França quando as empresas estavam mal, para poder haver uma abertura do Governo para ajudar. Era nesse sentido que ele falava nessa acta."

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