Banca & Finanças JPMorgan com lucros e receitas recorde à boleia da subida dos juros

JPMorgan com lucros e receitas recorde à boleia da subida dos juros

O maior banco dos Estados Unidos em ativos beneficiou da subida dos juros e aumentou os seus lucros e receitas acima do esperado pelos analistas.
JPMorgan com lucros e receitas recorde à boleia da subida dos juros
Giulia Marchi
Rita Faria 12 de abril de 2019 às 12:52

O norte-americano JPMorgan fechou o primeiro trimestre deste ano com lucros e receitas recorde, que excederam as estimativas dos analistas, impulsionados pela subida dos juros nos Estados Unidos.

O banco anunciou esta sexta-feira, 12 de abril, que os seus lucros aumentaram 5% para 9,18 mil milhões de dólares, ou 2,65 dólares por ação, o que compara com as estimativas dos analistas de 2,35 dólares. As receitas também cresceram 5% para 29,9 mil milhões de dólares – cerca de 1,5 mil milhões acima das projeções – enquanto a margem financeira subiu 8% graças ao "impacto dos juros mais elevados", segundo o JPMorgan.

"Tivemos receitas e lucros recorde, um forte desempenho em todas as nossas áreas de negócio e um ambiente mais construtivo", firmou o CEO Jamie Dimon no comunicado de apresentação de resultados.

"Mesmo num contexto de incerteza geopolítica global, a economia americana continua a crescer, o emprego e os salários estão a subir, a inflação está moderada, os mercados financeiros estão saudáveis e a confiança dos consumidores e das empresas continua forte", acrescentou.

O JPMorgan, maior banco dos Estados Unidos em termos de ativos, foi o primeiro a apresentar as suas contas dos primeiros três meses do ano, que elevam a fasquia para o setor, cujos números serão acompanhados de perto pelo mercado.

Ainda mais num contexto em que as projeções dos analistas apontam para a primeira quebra dos lucros das empresas norte-americanas desde 2016, e em que as perspetivas são agora de uma "pausa"prolongada no processo de normalização monetária por parte da Fed, que poderá impedir uma subida mais acentuada da rentabilidade da banca.

Recorde-se que, em março, depois de quatro aumentos dos juros em 2018, a Reserva Federal sinalizou que fará uma pausa nos aumentos durante o ano de 2019, o que impulsionou uma inversão da curva das yields nos Estados Unidos e penalizou as ações da banca.




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