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Juros da dívida portuguesa com a maior queda desde Maio

Juros das obrigações portuguesas registaram hoje a maior queda diária desde 10 de Maio, com os investidores a aliviarem a pressão sobre Portugal depois do BCE ter garantido que vai continuar a comprar dívida dos governos. A "yield" das obrigações a 10 anos encontra-se nos 6,148%.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 02 de Dezembro de 2010 às 17:59
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Os custos de financiamento dos Estados que têm estado sob maior escrutínio por parte dos mercados estão em queda acentuada, depois de o BCE ter correspondido às expectativas de manter as condições especiais de empréstimos à banca e continuar a comprar títulos de dívida no mercado.

Os juros cobrados entre os investidores na negociação de dívida portuguesa a 10 anos caem 49,70 pontos base, para 6,148%, o que representa a maior queda diária desde 10 de Maio, dia em que os mercados reagiram ao anúncio de constituição do Fundo europeus de ajuda a países. Ajuda essa que já foi accionada pela Grécia e pela Irlanda.

O prémio de risco exigido pelos investidores para a compra de dívida de Portugal em detrimento das “bunds” alemãs prossegue a forte quebra de ontem e estreita-se para 333 pontos base. O juro das obrigações alemãs a 10 anos sobe 3,1 pontos base para 2,811%.

A queda dos juros portugueses nos prazos mais curtos é ainda mais acentuada. A “yield” das obrigações a cinco anos cai 64,9 pontos base para 4,963%, enquanto o juro da dívida a dois anos recua 75,7 pontos base para 3,982%.

Só no dia 10 de Maio se verificou uma queda mais acentuada dos juros. No prazo a 10 anos a descida foi de 163 pontos base, enquanto no prazo de dois anos a descida foi de 309 pontos base.

Questionado por uma jornalista italiana sobre a situação nacional e o impacto das dúvidas orçamentais sobre o sistema financeiro português, Jean-Claude Trichet, o presidente do BCE, respondeu que “é extremamente importante [que o Governo] consubstancie as decisões que permitirão atingir os objectivos para o défice orçamental de 2011”, acrescentando que esta é uma “uma mensagem muito, muito forte que temos para todos os países, incluindo, claro, Portugal”.

Pressão sobre Espanha também alivia

O sentimento é partilhado por outros países da Zona Euro que têm visto os custos de financiamento agravar-se nas últimas semanas, particularmente a Espanha. Os juros das obrigações espanholas descem 21,2 pontos base para os 5,077% no prazo a 10 anos.

O país vizinho vai cortar a emissão de dívida soberana em cerca de um terço no próximo ano quando comparando com o plano inicial, afirmou a ministra das Finanças, Elena Salgado, em entrevista ao Financial Times.

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