Banca & Finanças Justiça quer arrestar mais contas suspeitas do GES

Justiça quer arrestar mais contas suspeitas do GES

Segundo o Jornal de Notícias, o objectivo da justiça portuguesa é o de arrestar mais de mil milhões de euros em contas controladas por antigos responsáveis do Grupo Espírito Santo, que entrou em colapso em 2014.
Justiça quer arrestar mais contas suspeitas do GES
Reuters
Negócios 23 de agosto de 2016 às 09:28

O Gabinete de Recuperação de Activos da Polícia Judiciária recebeu ordem na passada sexta-feira, 19 de Agosto, para arrestar o saldo de contas bancárias controladas por antigos responsáveis do Grupo Espírito Santo indiciados de crimes.

A notícia faz manchete no Jornal de Notícias desta terça-feira, 23 de Agosto, com a publicação a concretizar que o objectivo é o de arrestar mais de mil milhões de euros. No artigo é referido um despacho do Tribunal Central de Instrução Criminal, assinado pelo juiz Carlos Alexandre, que identifica as contas em questão.


O matutino recorda ainda que em Maio de 2015, o mesmo departamento da Polícia Judiciária fez o arresto preventivo de imóveis pertencentes a responsáveis do universo Espírito Santo, com resultados que ficaram aquém das expectativas.


A intenção é que estes activos arrestados – tanto imobiliários como as contas – possam servir como garantia para os pagamentos definidos em caso de condenação. Em Maio do ano passado, existiam três dezenas de inquéritos em aberto relacionados com o Grupo Espírito Santo, revelou a Procuradoria-Geral da República.

Os arrestos de bens determinados no processo Universo Espírito Santo não têm sido pacíficos. Desde Agosto de 2015 que o Ministério Público tem vindo a promover o "congelamento" de bens de arguidos ligados à gestão do BES e do GES, mas até Julho tinham dado entrada no Tribunal de Relação de Lisboa (TRL) 26 recursos, tendo apenas um sido bem-sucedido. 

 

O Banco Espírito Santo (BES), aquando da medida de resolução bancária adoptada em Agosto de 2014, ficou com os activos tóxicos da instituição até então liderada por Ricardo Salgado. Nesse mesmo dia, 3 de Agosto, foi criado o Novo Banco, para onde seriam deslocados os activos considerados "saudáveis".

O Fundo de Resolução do BES acabaria por injectar 4,9 mil milhões de euros no Novo Banco, valor que ainda se mantém como referência na avaliação da instituição bancária agora liderada por António Ramalho.

As empresas não financeira da família Espírito Santo também entraram em insolvência. 




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