Banca & Finanças Lacerda descarta aprovação das propostas para renacionalização dos CTT

Lacerda descarta aprovação das propostas para renacionalização dos CTT

O Bloco de Esquerda e o PCP apresentaram propostas para se voltar a nacionalizar a empresa de correios. Os projetos vão ser votados na próxima semana.
Lacerda descarta aprovação das propostas para renacionalização dos CTT
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 12 de fevereiro de 2019 às 10:24

Francisco Lacerda, presidente dos CTT, descarta a possibilidade de as propostas do Bloco de Esquerda e do PCP para se voltar a nacionalizar a empresa de correios serem aprovadas na Assembleia da República, na votação que decorre na próxima semana.

 

Enquanto que, para o PCP, é de uma "absoluta urgência" recuperar o controlo público dos CTT, para o Bloco de Esquerda, a nacionalização "visa reparar uma decisão desastrosa e ruinosa do Governo PSD/CDS e que tem resultado quer numa destruição da empresa, quer do serviço que deverá ser prestado às populações".

 

"Não abandonamos as populações, o que alteramos é a forma como servimos as populações. Penso que os pressupostos em que se baseiam estas propostas não correspondem aquilo que é a realidade que vivemos nos CTT", afirmou Francisco Lacerda em entrevista à RTP.

 

Para o presidente dos CTT, "é uma questão ideológica que eu não tenho de intervir, mas as afirmações que temos ouvido das várias partes levam-me a pensar que isso não avançará nessa votação".

 

O plenário da Assembleia da República vai discutir no dia 20 de fevereiro as propostas do PCP e Bloco de Esquerda para a reversão da privatização dos CTT.

 

No debate quinzenal de 25 de janeiro, questionado pelo PCP, o primeiro-ministro, António Costa, considerou que a situação dos CTT é "muito diferente" da situação da TAP, da Carris e dos STCP, defendendo que o Estado deve cumprir o contrato de concessão aos privados até ao fim, cabendo à entidade reguladora a fiscalização.

Já o ministro do planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, criticou que o governo anterior tenha privatizado os CTT a 100%, indo além do que exigia a troika, "por razões ideológicas". Para o ministro, "o Estado devia continuar a ter participação no capital na empresa, mas hoje estamos confrontados com a realidade". 




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