Banca & Finanças Lesados do BES acreditam "em solução justa, equitativa e equilibrada"

Lesados do BES acreditam "em solução justa, equitativa e equilibrada"

Ricardo Ângelo, presidente da Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial, espera que o memorando de entendimento promovido pelo Governo seja "o princípio de um bom fim". 
Lesados do BES acreditam "em solução justa, equitativa e equilibrada"
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 30 de março de 2016 às 19:32

Os investidores com papel comercial do BES assinaram um memorando que pretende encontrar uma solução para o seu investimento. O princípio de acordo fala num desfecho que minore as perdas. A associação que representa estes lesados espera uma solução justa. 

Na cerimónia de assinatura do documento, Ricardo Ângelo (na foto), que preside à Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC), afirmou que espera uma "solução justa, equitativa e equilibrada para todas as pessoas". 

O memorando de entendimento, promovido pelo Governo e que conta com o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o BES "mau" e a associação, poderá levar, acredita Ricardo Ângelo, "ao princípio de um bom fim". 

"Estamos numa fase positiva, olhando para o futuro", considerou, avançando com elogios a António Costa, "que tem feito o possível e que conseguiu conciliar todas as partes de forma brilhante". "A ele devemos estar aqui hoje", disse.  

Todos os intervenientes – Carlos Tavares (Banco de Portugal), Carlos Costa (CMVM) e Luís Máximo dos Santos (BES) – mereceram palavras positivas. Sobre o governador, o mais criticado pela associação no último ano, Ricardo Ângelo elogiou a "abertura" e a "consciencialização", acrescentando também que, para isso, contribuiu a "alteração de postura" da própria associação. 

cotacao Estamos numa fase positiva, olhando para o futuro. Ricardo Ângelo Presidente da Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial

Nos últimos meses, não têm existido os protestos na sede do Novo Banco que, no ano passado, eram mais recorrentes.


De qualquer forma, a assinatura do memorando de entendimento não vai ditar a queda das acções judiciais colocadas pela associação, nomeadamente contra o Banco de Portugal.   

Embora este seja um princípio de acordo (pelo que não é certo que haja ainda uma solução), António Costa afirmou que o objectivo é que no início de Maio haja uma solução

memorando
Os pontos acordados entre as partes

"Os signatários aceitam colaborar e participar num procedimento de diálogo expedito, designadamente através dos meios adoptados em sede de conciliação e arbitragem";


"Vão ser exploradas todas as possibilidades de encontrar eventuais soluções para minorar as perdas económicas e financeiras dos investidores, tendo em consideração princípios de equidade";


"A aceitação e participação neste procedimento tem carácter totalmente voluntário";


"Este processo de diálogo na busca de soluções livremente aceites não envolve, para os respectivos participantes, derrogação, renúncia ou suspensão de quaisquer direitos, nem afecta ou suspende quaisquer acções ou processos judiciais, ainda que de natureza cautelar, que se achem pendentes".




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