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Lesados propõem poupanças no Novo Banco em troca de reembolso gradual do papel comercial

Os reguladores e o Novo Banco têm uma proposta em cima da mesa para solucionar as perdas dos membros da ABESD, que têm papel comercial do GES. Neste momento, a associação espera uma resposta.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2015 às 15:30
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Os clientes investidores de papel comercial, que são associados da ABESD, querem entregar poupanças ao Novo Banco, na ordem das dezenas de milhões de euros mas, em contrapartida, querem que a instituição financeira pague o papel comercial emitido por sociedades do Grupo Espírito Santo, ainda que gradualmente. Esta é a proposta que a associação, que representa maioritariamente clientes do Banque Privée, puseram em cima da mesa da entidade sob o comando de Stock da Cunha (na foto). 

 

"A proposta, embora em non-document, passa por encontrar-se um compromisso mútuo entre o Novo Banco e os clientes lesados associados da ABESD, no qual o Novo Banco beneficiaria com a captação de mais 112 clientes que realizariam um reforço das suas poupanças no banco - num total que poderia rondar a ordem das dezenas dos milhões de euros -, e em contrapartida o Novo Banco assumiria a garantia do reembolso gradual do valor investido em papel comercial do GES por estes clientes", indicou Luís Vieira, presidente da associação, ao Negócios, esta terça-feira, 24 de Fevereiro.

 

A resposta do presidente da associação veio depois de um comunicado, publicado na segunda-feira, em que era dito que a ABESD já apresentou ao Novo Banco uma proposta de solução para os 112 associados. "Informamos que solicitámos já com caracter de urgência reuniões com a CMVM, Banco de Portugal e Novo Banco a fim de esclarecer detalhadamente essa mesma 'proposta de solução'. Estamos ainda a aguardar a resposta aos pedidos de reunião".

 

A proposta foi feita porque a associação acredita que a solução "passaria por um caminho de negociação e entendimento entre os lesados e as entidades", indica o comunicado. Luís Vieira defende que, assim, os associados são "parte integrante e activa desta mesma resolução".

 

A ABESD coloca-se do lado da CMVM que veio defender que foram criadas "expectativas" de reembolso do papel comercial aos clientes e, por isso, o Novo Banco deve "compensar". O Banco de Portugal considera que o Novo Banco não tem obrigação de pagar. A entidade presidida por Eduardo Stock da Cunha pode, contudo, avançar com soluções de compensação caso se justifique para a relação comercial com aquele cliente.

 

Segundo ex-gestores do BES, estão por liquidar  550 milhões de euros nas mãos de 2.508 clientes do banco. Há, contudo, também clientes de outras instituições financeiras do GES, como o Banque Privée, que também querem o reembolso, dado que acreditam que os bancos actuaram de forma "ilegal" – com clientes a serem direccionados do BES para outras entidades, como a unidade suíça que pertencia ao ESFG. 

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