Banca & Finanças Líder do Santander e director da TVI chamados ao Banif em Maio

Líder do Santander e director da TVI chamados ao Banif em Maio

Já há mais audições marcadas na comissão de inquérito ao Banif. A videoconferência de Vítor Constâncio está agendada para dia 18. E na próxima semana há nova reunião para pôr fim aos trabalhos.
Líder do Santander e director da TVI chamados ao Banif em Maio
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 27 de abril de 2016 às 19:27

O presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro, foi chamado para prestar esclarecimentos na comissão ao Banif no próximo dia 11 de Maio. É um dos nomes presentes no novo agendamento que ficou decidido esta quarta-feira, 27 de Abril, pelos deputados do inquérito parlamentar. 

 

Esta semana, terminam as audições aos membros do Banco de Portugal, que, em Portugal, além de ser o supervisor bancário é também a autoridade que determina as intervenções no sector, como aconteceu com o Banif. Carlos Albuquerque, que dirige o departamento de supervisão do regulador, tem a audição marcada para esta quinta-feira, 28 de Abril. Mas o regulador será tema na audição seguinte, mesmo que não seja um seu membro a personalidade ouvida. 

 

Segundo disse ao Negócios o presidente da comissão, António Filipe, para o dia 3 de Maio está agendada, na parte da manhã, a audição da Oliver Wyman, a consultora contratada pelo Banco de Portugal para trabalhar o Banif – e que recebeu 1,8 milhões de euros por trabalhar na resolução do banco.

 

Na parte da tarde da próxima terça-feira, 3 de Maio, há duas audições marcadas para ocorrerem em simultâneo. São chamados Issuf Ahmad e Miguel Barbosa, que foram representantes do Estado na instituição financeira fundada por Horácio Roque. Miguel Barbosa ficará depois por mais tempo perante os deputados, já que é actualmente o líder da Oitante, o veículo que ficou com os activos que o Santander Totta não quis adquirir.

 

No dia seguinte, é a vez de Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e Finanças, prestar esclarecimentos, já que, enquanto governante, esteve ligado ao processo de resolução do banco. Esta audição é seguida, no dia 5, pela chefe de gabinete da antiga ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, Cristina Dias.

 

É na semana seguinte que é ouvido António Vieira Monteiro, segundo o agendamento avançado por António Filipe. A audição do presidente do banco que pagou 150 milhões pelo Banif (depois de uma injecção de 2.255 milhões de euros estatais na instituição) está agendada para 11 de Maio.

 

No dia seguinte, 12 de Maio, é o director de informação da TVI, Sérgio Figueiredo, que é convocado pelos deputados da comissão parlamentar de inquérito. Uma notícia da estação de Queluz de Baixo, no dia 13 de Dezembro, anunciou, por instantes, o fecho iminente do Banif e nem o desmentido do Ministério das Finanças impediu a saída de 960 milhões de euros em depósitos na semana seguinte. A 20 de Dezembro, o Banif foi alvo da medida de resolução, com venda da actividade bancária ao Santander. A força da notícia tem estado presente em várias perguntas feitas pelos deputados. 

 

As audições ainda carecem de confirmação, já que ainda falta o aval de quem é chamado.

 

Constâncio convocado para dia 18

 

Vítor Constâncio é vice-presidente do Banco Central Europeu desde 2010.
Vítor Constâncio é vice-presidente do Banco Central Europeu desde 2010.



No dia 17, há duas audições marcadas: a associação de lesados do Banif mas também a comissão de trabalhadores da Oitante vão explicar aos deputados quais as suas pretensões.

 

Entretanto, para o dia 18, está agendada a videoconferência de Vítor Constâncio. O vice-presidente do Banco Central Europeu, apesar de ter estado envolvido na resolução e venda do Banif, revelou que só tem de responder perante o Parlamento Europeu e não mostrou vontade em responder perante o Parlamento Português. Apesar disso, os deputados insistem e estão disponíveis para ouvir o antigo governador por videoconferência.

 

Reunião para preparar fecho dos trabalhos

 

Até ao final desta semana, cada partido vai fazer chegar as suas questões à mesa da comissão para que sejam colocadas tanto a Vítor Gaspar como ao líder da consultora N+1, Oscar Garcia-Cabeza. O objectivo é fazer um questionário conjunto que evite repetições de modo a que, no início da próxima semana, o mesmo seja enviado a ambos. O antigo ministro das Finanças mostrou indisponibilidade para uma audição presencial, invocando a sua residência em Washington para responder por escrito aos deputados. Por ser cidadão espanhol, o líder da consultora que trabalhou com o Banif no cenário de venda também fez o mesmo pedido, a que a comissão de inquérito acedeu.

 

Na próxima semana, a mesa e os coordenadores partidários vão reunir-se para perspectivar as audições até ao final dos trabalhos. "O tempo está a escassear", diz António Filipe ao Negócios. O fecho dos trabalhos está marcado para em Junho e, até aí, tem de ser feito o relatório, que está a cargo do deputado socialista Eurico Brilhante Dias.

 

 

 




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