Banca & Finanças Lloyds atribui novos pelouros à administração e cria comité executivo

Lloyds atribui novos pelouros à administração e cria comité executivo

O banco britânico Lloyds, liderado pelo português António Horta Osório, remodelou o seu conselho de administração, uma mudança enquadrada no processo de transformação da instituição.
Lloyds atribui novos pelouros à administração e cria comité executivo
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 05 de julho de 2017 às 12:30

O banco Lloyds, liderado por António Horta Osório, anunciou esta quarta-feira algumas mudanças no seu conselho de administração, a quem atribuiu novas responsabilidades. Segundo a Reuters, Juan Colombas, até aqui com a pasta do risco, assume a nova área operacional do banco, tornando-se COO. George Culmer, que tem o pelouro financeiro do grupo (CFO), será também responsável pelas questões jurídicas e estratégicas do grupo. Zaka Mian passará a ser director do grupo Lloyd’s para a Transformação.

 

Além das mudanças na administração, o Lloyds vai criar um novo comité executivo, que terá competências alargadas, refere a Reuters. No anúncio desta quarta-feira também foram comunicadas duas saídas. Andrew Bester, que estava à frente da divisão comercial, e Simon Davies, que tinha a seu cargo as questões jurídicas e estratégicas, abandonam o banco.

 

Horta Osório diz que estas mudanças vão ajudar o banco a implementar uma estratégia de se tornar um banco de menor dimensão e exclusivamente focado no Reino Unido. Actualmente, o Lloyds é o maior banco de crédito à habitação britânico, e está a atravessar um processo de transformação para se tornar uma instituição de menor risco.

 

"As mudanças que anunciamos hoje são fundamentais para preparar o grupo para a próxima fase da sua transformação, ao abrigo do nosso futuro plano estratégico para os anos 2018-2020", declarou Horta Osório, citado pela agência. O Lloyds, que recebeu um resgate público de cerca de 23,1 mil milhões de euros em 2008 e 2009, e chegou a ter 43% do seu capital controlado pelo Estado britânico, voltou a ser totalmente detido por privados em Maio último.

 

Nessa altura, o banco anunciou que devolveu aos cofres estatais todo o dinheiro público que foi injectado – e o Reino Unido até saiu a ganhar: aos 23,1 mil milhões que foram injectados foram acrescentados 1,02 mil milhões de euros, resultantes das mais-valias geradas pela venda das acções do governo e pelo pagamento de dividendos.

 

Horta Osório tem sido questionado sobre a sua permanência como presidente do Lloyds, após se ter concretizado o objectivo de o devolver ao controlo privado integral. Em Abril último, o banqueiro garantiu que continua na instituição. "Há sempre mais coisas que se podem fazer, e estou feliz aqui", respondeu, durante uma "conference call" com jornalistas.




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