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Lloyds sobe mais de 3% após dividendos recorde e plano digital

As acções do Lloyds estão a subir mais de 3%, depois de o banco liderado por António Horta Osório ter anunciado um aumento da remuneração dos accionistas e um plano tecnológico.

Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 21 de Fevereiro de 2018 às 16:27
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O Lloyds anunciou esta quarta-feira, 21 de Fevereiro, os seus resultados de 2017, um plano tecnológico e o plano de remuneração de accionistas. As novidades foram bem recebidas pelos investidores, que elevaram as acções do banco em mais de 3% para 69,99 pence.

 

O Lloyds fechou 2017 com um resultado líquido de 3,5 mil milhões de libras (3,9 mil milhões de euros), ou 4,4 pence por acção, o que corresponde a um aumento de 41% face ao ano passado, revelou o banco liderado pelo português António Horta Osório.

 

Tendo por base estes resultados, o conselho de administração do Lloyds avançou com uma proposta de remuneração accionista que passa pelo pagamento de dividendos e pela compra de acções próprias. No total, o plano de remuneração accionista ascende a 3,2 mil milhões de libras, "o retorno de capital mais elevado" desde a existência do grupo, salienta o banco em comunicado.

 

Parte deste montante será distribuído por via de dividendos, com o Lloyds a propor pagar 3,05 pence por acção aos accionistas, o que corresponde a um aumento de 20% da remuneração por via de dividendos ordinários face ao ano anterior. Ainda assim, no ano passado, os accionistas receberam um total de 3,05 pence por acção em dividendo. 2,55 pence através de dividendo ordinário e os restantes 0,5 pence em dividendo extraordinário. O Lloyds propõe assim distribuir mais de 69% dos lucros conseguidos em 2017.  

 

Além da distribuição deste dividendo, o conselho de administração do Lloyds propõe um plano de compra de acções próprias no valor de mil milhões de libras.

 

Além da evolução positiva dos resultados e deste plano de remuneração accionista, o banco britânico revelou um plano estratégico para os próximos três anos que passará por um investimento de três mil milhões de libras, muito vocacionado para a área tecnológica. 

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