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Lone Star autorizada por Bruxelas a ficar com imobiliário do CaixaBank

A americana Lone Star, a accionista maioritária do Novo Banco, recebeu luz verde para controlar o negócio imobiliário ao espanhol CaixaBank, o principal accionista do BPI. Em causa está uma carteira com valor líquido de 7 mil milhões de euros.

# Porque Sobe - O CaixaBank vai passar a ter o controlo total no capital do BPI, esperando que a perda da qualidade de sociedade aberta, que afastará todos os accionistas minoritários, fique concluída até ao final do ano. Gonzalo Gortázar é a face do investimento do grupo espanhol no banco, que tem vindo a desfazer-se de activos em sectores não estratégicos. Também tem havido alienação de negócios do BPI ao próprio accionista. É o CaixaBank a transformar-se num banco ibérico. Com Gortázar ao leme.
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Outubro de 2018 às 13:31
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A Comissão Europeia não vê problemas concorrenciais no negócio através da qual o CaixaBank, dono de 95% do BPI, passa o controlo de uma carteira de imóveis avaliada em 7 mil milhões de euros para a Lone Star, detentora de 75% do Novo Banco.  

 

"A Comissão concluiu que a aquisição proposta não levanta preocupações concorrentes, devido ao impacto limitado na estrutura de mercado", indica uma nota de imprensa da Comissão Europeia divulgada esta quinta-feira, 11 de Outubro, em que é assinalado que "a transacção foi examinada sob o procedimento simplificado", ou seja, logo à partida não exigiu uma atenção especial da parte de Bruxelas.

 

Foi no final de Junho que o CaixaBank anunciou transferir 80% do seu negócio imobiliário para uma empresa detida por fundos geridos pela Lone Star. A venda envolve os activos imobiliários existentes em Outubro de 2017 e classificados como disponíveis para vender. Também a subsidiária para o imobiliário, a Servihabitat, integra a transacção.


"A avaliação preliminar para a totalidade do negócio imobiliário, à data de Outubro de 2017, ascendia a 7 mil milhões de euros", indicava o banco presidido por Gonzalo Gortázar, na altura. O montante bruto destes activos (sem contar com imparidades que possam já ter sido constituídos para precaver eventuais perdas no seu valor) era, na mesma data, de 12,8 mil milhões de euros.

 

Na prática, o negócio passa pela criação de uma empresa que fica com estes activos imobiliários, em que a Lone Star ficará com 80% do capital e o CaixaBank manterá os restantes 20%. E o preço a pagar será o equivalente àqueles 80% tendo em conta o valor dos activos imobiliários existentes à data (alguns dos que existiam em Outubro de 2017 podem ter sido já vendidos).

 

Em Junho, Gonzalo Gortázar explicou que a operação permitia ao CaixaBank acelerar o calendário no que diz respeito aos activos não produtivos (crédito malparado e imóveis), melhorando também os seus rácios de capital. Além disso, haverá uma poupança de custos antes de impostos de 550 milhões de euros no período entre 2019 e 2021.

 

O negócio é autorizado por Bruxelas (embora haja outras condições inscritas nestes negócios que não se sabe se já estão cumpridas) um dia depois de o Novo Banco, detido pela Lone Star, ter fechado a venda de uma carteira de activos imobiliários no valor de 700 milhões de euros, esperando receber pelo negócio 388,9 milhões.

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