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Lucro do Banco BiG sobe 24% com optimismo face a economias periféricas

O crescimento do produto bancário impulsionou o resultado líquido do banco liderado por Carlos Rodrigues. O lucro superou os 20 milhões. Os depósitos cresceram nos primeiros três meses, distanciando-se do crédito concedido.

50.º - Carlos Rodrigues . O BIG é um dos bancos mais discretos, mas também mais robustos em Portugal.
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 02 de Junho de 2014 às 13:58
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O arranque de 2014 do Banco de Investimento Global, conhecido como Banco BiG, foi melhor do que o do ano anterior. O resultado líquido ascendeu à boleia das receitas geradas no período.

 

"O BiG registou no primeiro trimestre de 2014 um lucro líquido consolidado de 20,6 milhões de euros, o que representa um aumento de 24% face ao mesmo período do ano passado [16,6 milhões de euros]", comenta a instituição financeira, em comunicado emitido esta segunda-feira 2 de Junho, cujo negócio se centra em comissões para clientes em serviços de poupança e de investimento.

 

O presidente executivo da instituição, e um dos quatro principais accionistas, Carlos Rodrigues, considera, no documento, "que o desempenho do Banco BiG no primeiro trimestre deste ano beneficiou da visão mais confiante e optimista da generalidade dos investidores sobre o desempenho das economias periféricas da Europa ao longo dos últimos meses".

 

O produto bancário do BiG (a sigla com que o banco se identifica) aumentou 27% para 83,5 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, que comparam com os 65,7 milhões de euros obtidos em igual período de 2013.

 

Os depósitos de clientes captados pelos investidores subiram 29,8% para os 724 milhões de euros. Entre Janeiro e Março do ano passado, o valor não superava os 560 milhões.

 

O grande avanço nos depósitos não foi acompanhado pelo crédito concedido pela instituição financeira que, além de Carlos Rodrigues, tem em António da Silva Rodrigues, a gestora de participações Adger e a WWC do general angolano Kopelipa os principais accionistas.

 

O rácio de crédito concedido sobre depósitos de clientes passou de 34,3%, no primeiro trimestre de 2013, para 19,6%, no período homólogo. O crédito em risco passou, neste ano, de 0,2% para 0,1% .

 

Banco tem oportunidades mas crise portuguesa "está longe do fim"

 

"No decorrer do corrente ano, o banco pretende continuar a focar-se na preservação de capital, controlo de riscos e gestão de liquidez, mantendo-se igualmente atento aos muitos desafios que a economia portuguesa ainda terá que enfrentar", continua Carlos Rodrigues, citado pelo comunicado de imprensa.

 

O rácio Core Tier 1, que mede a solidez financeira dos bancos, melhorou de 31,2% para 35,7% no final do primeiro trimestre.

 

O banco acredita que terá "oportunidades" pela frente mas tem dúvidas quanto ao desempenho futuro. "As questões fundamentais que levaram Portugal a um pedido de resgate estão longe de estarem resolvidas, e consequentemente a actual crise longe do seu fim".

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