Banca & Finanças Lucro do Santander Totta cresce 49% com mais negócio e menos imparidades

Lucro do Santander Totta cresce 49% com mais negócio e menos imparidades

O banco português apresentou um lucro de 176,7 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. A margem financeira subiu e foi colocado menos dinheiro de lado para precaver futuras perdas com créditos. 
Lucro do Santander Totta cresce 49% com mais negócio e menos imparidades
Miguel Baltazar/Negócios

O Santander Totta obteve um resultado líquido de 176,7 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que representa uma subida de 48,7% face aos 118,8 milhões de euros registados no mesmo período de 2014.

 

Em comunicado publicado através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco informa que a margem financeira (a base de negócio de um banco, que representa a diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos nos depósitos) subiu 3,3% para 417,5 milhões de euros.

 

As comissões líquidas ascenderam a 200,3 milhões de euros, uma quebra de 0,7% em relação ao período homólogo. Já as operações financeiras somaram 110,2 milhões de euros, 22% acima do mesmo período do ano anterior. O banco justifica com a mais-valia registada de 39 milhões conseguida com a venda da participação que detinha no Banco Caixa Geral Totta Angola.

 

Somando todos os indicadores, o produto bancário registado pela instituição presidida por António Vieira Monteiro ascendeu 7,1% para 741,6 milhões de euros.

 

No lado dos custos, houve uma descida de 2,8% para 355 milhões de euros, conseguida essencialmente pela redução das amortizações, já que os custos com pessoal até aumentaram.

 

"O total de imparidades e provisões cifrou-se 144,4 milhões de euros, o que corresponde a uma descida de 12,7% em relação ao valor contabilizado no mesmo período do ano anterior", adianta ainda o comunicado publicado pela instituição de direito português que pertence ao grupo bancário espanhol.

 

Em termos de depósitos, houve um crescimento homólogo de 2,9% para 20.984 milhões de euros. Já o crédito bruto subiu 1,1% para 27.115 milhões, suportado pelo crédito a empresas (avanço de 5,9%), apesar da queda de 2% nos particulares.

 

No final dos nove primeiros meses do ano, o rácio de referência do melhor capital (CET1) do Totta fixou-se em 15,7%, acima dos 15,1% no final de Dezembro do ano passado. 




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