Banca & Finanças Lucros do BESI caem 88% no primeiro semestre

Lucros do BESI caem 88% no primeiro semestre

O BESI terminou o primeiro semestre do ano com um lucro de 292 mil euros, menos 88% do que o registado em igual período do ano passado. A instituição liderada por José Maria Ricciardi reportou uma queda de 56% do produto bancário.
Lucros do BESI caem 88% no primeiro semestre
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes 23 de agosto de 2015 às 19:17

O Banco Espírito Santo Investimento (BESI) terminou o primeiro semestre do ano com um lucro de 292 mil euros, o que compara com os 2,5 milhões conseguidos no mesmo período de 2014, de acordo com o relatório publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na última sexta-feira, 21 de Agosto.

Por mercados, em Portugal, o BESI gerou um lucro de cerca de um milhão de euros e, na América de 1,2 milhões. Já o resto da Europa e a Ásia contribuíram com prejuízos de 1,2 milhões e 762 mil euros, respectivamente. 

A contribuir para a quebra dos resultados esteve a descida do produto bancário em 56,2% para um total de 80,1 milhões de euros. Isto, num período em que as comissões caíram 34% para 46,8 milhões de euros e a margem financeira diminuiu 70% para 33,3 milhões de euros.

Os custos do BESI também diminuíram em 20,3% para 67,7 milhões de euros, com os custos com pessoal a ser a rubrica que mais caiu. No relatório dos resultados do primeiro semestre o BESI adianta que o número de colaboradores foi reduzido em 29 para um total de 695 pessoas, sendo que o Brasil foi o mercado que maior redução teve (seis), seguido de Espanha e Índia (cinco).

Já os resultados operacionais desceram 87,3% para 12,4 milhões de euros, num período em que as imparidades e provisões caíram em 88%. O banco revela ainda que tem uma carteira de crédito a empresas no valor de 1,59 mil milhões de euros e um imparidade no montante de 280,6 milhões de euros. 

Recorde-se que o BESI foi uma das instituições afectadas pelo colapso do BES, que ocorreu e Agosto de 2014. Apesar de ainda fazer parte do Novo Banco - para onde transitou após o colapso do BES - já foi adquirido pela chinesa Haitong por 379 milhões de euros no final do ano passado, ainda que a conclusão da operação esteja pendente de confirmação do banco central do Brasil.






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