Banca & Finanças Lucros do Lloyds quase duplicam e levam acções a subir mais de 3%

Lucros do Lloyds quase duplicam e levam acções a subir mais de 3%

O banco liderado pelo português Horta Osório viu os seus lucros quase duplicarem para 1,3 mil milhões de libras no primeiro trimestre deste ano. As acções tocaram em máximos de dois meses.
Lucros do Lloyds quase duplicam e levam acções a subir mais de 3%
Bloomberg
Rita Faria 27 de abril de 2017 às 10:14

O britânico Lloyds anunciou esta quinta-feira, 27 de Abril, que fechou o primeiro trimestre deste ano com lucros antes de impostos de 1,3 mil milhões de libras (cerca de 1,52 mil milhões de euros), quase o dobro dos 654 milhões de libras alcançado no mesmo período do ano passado.

Excluindo encargos excepcionais, os lucros antes de impostos foram de 2,08 mil milhões de libras (cerca de 2,44 mil milhões de euros), acima das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg que apontavam para uma média de 1,96 mil milhões de libras.

Os resultados líquidos totalizaram 890 milhões de libras, o que compara com os 531 milhões um ano antes.

As contas mais positivas do que o esperado estão a impulsionar as acções do Lloyds, que sobem nesta altura 3,37% para 69,68 pence, depois de terem chegado a disparar um máximo de 4,88% para 70,70 pence, o valor mais alto desde 23 de Fevereiro. 

No entanto, as penalizações por má conduta e os litígios ainda estão a penalizar as contas do banco britânico. No primeiro trimestre, a instituição realizou provisões de 550 milhões de libras relacionadas com processos de fraude e venda irregular de produtos.

A margem financeira subiu de 2,68% no último trimestre de 2016 para 2,8% nos primeiros três meses deste ano, um nível que deverá manter no resto do ano, segundo a administração da instituição.

Os resultados mostram "a nossa capacidade de responder a um ambiente operacional desafiador", afirma Horta-Osório num comunicado citado pela Bloomberg. "A economia dos Reino Unido continua a beneficiar do baixo desemprego e da redução dos níveis de endividamento".

O Governo do Reino Unido tem vindo a vender a sua participação no banco, tendo já recuperado os 20,3 mil milhões de libras que gastou no seu resgate, em 2009. Espera-se que o banco volte totalmente para mãos privadas dentro de algumas semanas, mais de oito anos depois de ter sido intervencionado, na crise financeira. 




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