Banca & Finanças Lucros do Santander recuam 5%. Banif com "impacto positivo"

Lucros do Santander recuam 5%. Banif com "impacto positivo"

O banco espanhol foi penalizado sobretudo pela quebra na actividade no mercado doméstico e pelo efeito cambial negativo das operações no exterior. Ainda assim os lucros ficaram acima do esperado.
Lucros do Santander recuam 5%. Banif com "impacto positivo"
Bloomberg
Nuno Carregueiro 27 de abril de 2016 às 07:28

O Santander anunciou esta quarta-feira, 27 de Abril, que fechou o primeiro trimestre com um resultado líquido de 1,63 mil milhões de euros, um valor que traduz uma queda de 5% face ao registado no período homólogo.


Ainda assim os lucros ficaram acima das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para um resultado líquido de 1,5 mil milhões de euros.


O banco espanhol foi penalizado sobretudo pela quebra na actividade no mercado doméstico e pelo efeito cambial negativo das operações no exterior.

Num comunicado enviado à CMVM, a instituição financeira assinala que, exceptuando o dólar, todas as moedas dos mercados onde o Santander está presente desvalorizaram face ao euro no trimestre. Sem o efeito cambial, os resultados teriam aumentado 8%.

Nas unidades fora de Espanha, os lucros do Santander no Reino Unido desceram 4% e no Brasil caíram 25%.

 

"Num ano com um contexto económico internacional complexo, com taxa de juro historicamente baixa em moedas chave para o grupo, como o euro e a libra, o Santander apresenta uma boa evolução", assinala a instituição financeira liderada por Ana Maria Botin, dando conta que os créditos e os recursos de clientes aumentaram acima de 4% sem ter em conta os efeitos cambiais.

As receitas aumentaram 4% em moeda local (recuaram 6% em euros), com a margem financeira e as comissões a subirem 6% e 7%, respectivamente. Os resultados com operações financeiras desceram 24%.

 

O rácio de eficiência, que mede a relação entre custos e receitas, baixou 1,7 pontos percentuais para 48,1%, sendo "dos melhores indicadores da banca internacional", diz o Santander, lembrando que tem como objectivo chegar a 45% em 2018.

 

As imparidades aumentaram 5% para 2.408 milhões de euros, sendo que o mercado português foi um dos que contribuiu para este agravamento, devido à inclusão do Banif.

 

O negócio em Portugal tem um peso de 6% nas receitas do Santander, igual do Chile e abaixo do Reino Unido (23%), Brasil (18%), Espanha (15%) e México (7%).

 

Sobre a actividade em Portugal, a evolução do negócio será conhecida quando forem divulgadas as contas do Santander Totta. Ainda assim o banco espanhol revela que devido à integração do Banif, os créditos concedidos em Portugal aumentaram 24% e os recursos de clientes subiram 22%. 

Banif com "impacto positivo"

 

No relatório do primeiro trimestre, o Santander diz que a actividade em Portugal gerou um resultado de 121 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 121%.

 

Segundo a mesma fonte, a incorporação do Banif teve um "impacto positivo" em todas as linhas da demonstração de resultados, com a margem financeira e as comissões a crescerem mais de 30%.

 

O Santander Totta adquiriu o Banif por 150 milhões de euros no final do ano passado no âmbito da resolução aplicada ao banco.

 

Os resultados com operações financeiras também deram um contributo positivo, devido às vendas efectuadas na carteira do banco. As provisões para imparidades, "embora o perímetro mais elevado [devido à integração do Banif], aumentaram apenas 2%", destaca o Santander, assinalando ainda que os resultados obtidos com a venda de dívida pública foram muito elevados".

 

Estes números divulgados esta quarta-feira pelo Santander sobre a sua actividade em Portugal são diferentes dos que o Santander Totta irá comunicar quando revelar os números do primeiro trimestre, já que os métodos de contabilização são distintos.


(notícia actualizada às 9:10 com mais informação sobre a actividade em Portugal. Título alterado)




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