Banca & Finanças Lucros do Santander Totta crescem 16% para 385 milhões de euros

Lucros do Santander Totta crescem 16% para 385 milhões de euros

O avanço da margem financeira e a inversão de imparidades permitiram ao Santander Totta registar um aumento do resultado líquido até Setembro. 
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Diogo Cavaleiro 07 de novembro de 2018 às 12:16

O Santander Totta obteve lucros de 385 milhões de euros no período entre Janeiro e Setembro deste ano, um crescimento de 16% em relação aos nove meses homólogos, em que o resultado líquido se tinha situado em 332 milhões de euros.

 

A margem financeira do banco (diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) cresceu 27% para 654,8 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, impulsionando os resultados. As comissões líquidas também subiram, neste caso, 11,4% para 277,3 milhões.

 

O produto bancário, que incorpora estas rubricas e ainda o resultado em operações financeiras (que cederam 44%), cresceu 14% para os 978,7 milhões de euros até Setembro.

 

No lado dos custos, houve um agravamento de 18,6% para 464,6 milhões de euros, sobretudo devido à integração do Popular Portugal, segundo explica a instituição financeira presidida por António Vieira Monteiro. "Naturalmente que os custos sobem", disse Manuel Preto, administrador com o pelouro financeiro do banco. 

 

Nas imparidades e provisões, em vez da pressão negativa de 32 milhões de euros no período homólogo, houve um contributo positivo de 10,5 milhões de euros).

 

Olhando para o lado dos activos no balanço, o crédito bruto subiu 17,1% para 41,3 mil milhões de euros, impulsionada pela subida de 23% no crédito a empresas para quase 19 mil milhões de euros. O crédito a particulares somou 13% para 21,7 mil milhões de euros.

 

Já no lado dos passivos, os recursos de clientes somaram 22% para 39,5 mil milhões de euros, com os depósitos a representarem 33,3 mil milhões de euros, mais 21% em comparação homóloga. Já os fundos de investimento e seguros, que são considerados recursos fora de balanço (ao contrário dos depósitos), cresceram 27,5% para quase 6,2 mil milhões.

 

O rácio de exposições não rentáveis, em que se inclui sobretudo o crédito malparado, ficou em 4,8%, em Setembro, quando estava em 4,5% no mesmo mês de 2017.

 

Já o rácio de capital CET1, que mede o peso dos melhores fundos próprios do banco, desceu de 16,5%, em Setembro de 2017, para 13,2%, para o mesmo mês deste ano, deslize que se deve sobretudo à integração do Popular.




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