Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Lucros da CGD caem 13% no primeiro semestre devido a aumento de impostos (act)

Aumento dos custos com impostos e contribuições penalizou resultado líquido. Antes de impostos os lucros subiram 47%.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 18:19
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...
A Caixa Geral de Depósitos registou um lucro de 91,4 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que corresponde a uma queda de 13,2% face ao período homólogo de 2010.

Segundo o banco, esta quebra do resultado líquido consolidado deveu-se ao aumento do pagamento de impostos e contribuições.

Os custos com impostos e contribuições ascenderam a 91 milhões de euros, mais 72,5 milhões que no período homólogo, “influenciados igualmente pela contribuição extraordinária sobre o sector bancário de 14,7 milhões de euros”, sublinha o banco no comunicado à CMVM.

Deste modo, antes de impostos os lucros do banco subiram 47,4% para 182,4 milhões de euros. "A queda de 13% nos lucros no primeiro semestre [para 91,4 milhões de euros] resultou do aumento da carga fiscal", disse Norberto Rosa, administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), citado pela Lusa.

Quanto ao produto da actividade bancária e seguradora, foi de 1.553,1 milhões de euros, o que traduz uma melhoria de 9,3% comparativamente aos primeiros seis meses de 2010.

A margem financeira estrita atingiu 802,1 milhões de euros, aumentando em 111,1 milhões de euros, ou seja uma melhoria de 16,6% em termos homólogos, refere o documento. Os resultados em operações financeiras também verificaram uma progressão positiva de 45,5%, para os 51,2 milhões de euros.

Na actividade doméstica, os custos operativos diminuíram 2,5%, “atendendo à evolução desta rubrica nas actividades internacional e hospitalar (+13,0% e +7,1%, respectivamente), que se encontram em diferentes fases de negócio”.

O “cost-to-income” passou de 63,3% no final de 2010 para 59,1% em Junho de 2011 no grupo CGD, ou seja, uma melhoria de 4,2 pontos percentuais, e de 58,5% para 53,8% na actividade individual da CGD (menos 4,7 pontos percentuais).

A imparidade do crédito, líquida de anulações e reversões contabilizada no primeiro semestre representou 0,84% da carteira média de crédito, em termos anualizados, valor que ultrapassa o observado no final de 2010 em 0,39 p.p.

O activo líquido, por seu lado, totalizou 123,4 mil milhões de euros em Junho de 2011, valor inferior ao verificado no final de 2010 (-2%). “Para esta evolução contribuiu a redução registada nas aplicações em títulos de -3,5 mil milhões de euros (­11,6%), reflectindo a estratégia de desalavancagem da CGD em activos não estratégicos”, salienta o banco.

O rácio de solvabilidade, em base consolidada e com inclusão dos resultados retidos, fixou-se em 11,3%, cifrando-se o rácio Tier I em 8,5% e Core Tier I em 8,4%. A descida de 40 pontos base no Core Tier I face ao valor de final de 2010 traduziu o impacto dos “downgrades” do “rating” da República Portuguesa, refere o comunicado.

“Em Dezembro de 2011, entrará em vigor o normativo prudencial que determina que as exposições junto de Autoridades Regionais e Locais dos Estados-Membros expressas e financiadas na moeda nacional deixem de estar dependentes do risco país, o que induzirá um impacto positivo no Core Tier 1 de 0,2%”, diz ainda o mesmo documento.

Quanto ao financiamento liquido obtido pela CGD junto do BCE, este diminuiu de 10,1 mil milhões de euros em Junho de 2010 para 7,2 mil milhões no final de Junho deste ano.

(notícia actualizada com declarações de Norberto Rosa)
Ver comentários
Saber mais CGD resultados primeiro semestre de 2011
Outras Notícias