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Luxemburgo só se decide sobre gestão controlada da Rio Forte após OPA da ES Saúde

A decisão sobre se a empresa Rio Forte, do Grupo Espírito Santo, ficará sob um regime que a protegerá de credores, foi adiada de 6 para 17 de Outubro.

Bloomberg
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Outubro de 2014 às 20:21
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A justiça luxemburguesa não se vai decidir, já, sobre o pedido de entrada da Rio Forte, sociedade do Grupo Espírito Santo, num regime idêntico ao de protecção de credores. A decisão final será comunicada a 17 de Outubro. 

 

O Expresso avançou que o tribunal do comércio luxemburguês só se irá decidir a 17 de Outubro, uma informação que a Rio Forte confirmou ao Negócios. A data sempre apontada para a divulgação da decisão em que a justiça diria se a Rio Forte entra ou não em "gestion contrôlée" era 6 de Outubro. A Rio Forte desconhece os motivos do adiamento. Não foi possível contactar a administração judiciária luxemburguesa.

 

A Rio Forte é a empresa que está no topo da hierarquia do ramo não financeiro do Grupo Espírito Santo, sendo a proprietária das posições em sociedades como a Espírito Santo Viagens, Hotéis Tivoli e Espírito Santo Saúde. Solicitou a entrada em gestão controlada em Julho.

 

"A apresentação deste pedido está relacionada com as dificuldades substanciais ocorridas na sociedade que detém 100% do seu capital, a Espírito Santo International S.A. ("ESI") – a qual apresentou um pedido de natureza semelhante no passado dia 18 de Julho", informou então a empresa. "A Rioforte não está em condições de cumprir com as obrigações decorrentes de determinadas dívidas, cuja maturidade ocorreu desde 9 de Julho de 2014 e que se venceram após 16 de Julho de 2014", acrescentou a empresa que tem, entre os credores, a Portugal Telecom.

 

O tribunal aceitou que o pedido fosse analisado e definiu que a juíza Anick Wolff fizesse um relatório sobre a situação da empresa. Entrando neste regime, há uma negociação controlada com os credores para alienações de activos.

 

A decisão sobre a Rio Forte só deverá ser apresentada dentro de duas semanas e, no entretanto, ficará concluída a oferta pública de aquisição sobre uma das suas empresas.

 

A Espírito Santo Saúde, detida a 51% pela Espírito Santo Health Care Investments que, por sua vez, tem 55% do seu capital nas mãos da Rio Forte, está a ser alvo de uma OPA até 10 de Outubro. A Fidelidade propôs-se a comprar todo o capital da empresa mas para a operação ter sucesso esta posição de 51% tem de ser vendida.

 

Para a venda da Espírito Santo Viagens, anunciada esta semana com a alienação à suíça Springwater, a Rio Forte indicou que a transacção "foi devidamente analisada e aprovada pelo Tribunal do Comércio do Luxemburgo".

 

Esta sexta-feira, soube-se que a justiça luxemburguesa rejeitou os pedidos feitos para a entrada em gestão controlada do Espírito Santo Financial Group e da Espírito Santo Financière. Falta saber quando será conhecida a decisão face à Espírito Santo International.

 

 

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