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Mais de mil funcionários da CGD candidatos a reformas antecipadas

Há um leque de 11% do quadro de pessoal da Caixa Geral de Depósitos interessado em entrar no programa de reformas antecipadas lançado pelo banco público. Nem todas as candidaturas serão aceites. A decisão sairá em 2015.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 30 de Julho de 2015 às 18:03
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Mais de mil funcionários da Caixa Geral de Depósitos mostraram-se disponíveis para saírem dos quadros recebendo reformas antecipadas. O valor representa 11% do número de colaboradores que o banco público tinha em Junho de 2015.

 

A instituição presidida por José de Matos (na foto) lançou um programa de reformas antecipadas, para funcionários que tenham mais de 55 anos, em que já terminou a primeira fase em que os interessados em participar tinham de manifestar essa intenção.

 

Segundo adiantou fonte do banco, foram mais de mil as manifestações de interesse em fazer parte do leque das reformas antecipadas. O grupo estatal terminou Junho de 2015 com 8.846 trabalhadores. Assim, 11% da força de trabalho está disponível para sair do banco público, onde têm estado sujeitos aos constrangimentos salariais (houve cortes) e a progressões na carreira.

 

A proporção de colaboradores interessados em rescindirem com a Caixa Geral de Depósitos é mais relevante tendo em conta que só os funcionários que completam 55 anos até ao final de 2016 se poderiam candidatar ao programa.


O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) tem no seu site uma nota a dizer que recebeu "mais de duas centenas de contactos com os seus sócios" para esclarecimento de dúvidas sobre o processo.


Nem todos os candidatos a este programa vão conseguir sair do banco: a decisão final será sempre da administração, já que pode não concordar com a reforma de determinados funcionários.

 

No final do ano, deverá haver uma decisão relativamente a quantas pessoas vão, mesmo, integrar este programa, designado "Plano Horizonte". As saídas não vão ser concretizadas na mesma altura, já que iria engrossar os custos no curto prazo ao mesmo tempo. A médio prazo, a saída de funcionários permite libertar encargos da estrutura da CGD, já que também possibilita o corte de balcões. 

A diminuição do número de funcionários e a redução de balcões têm ocorrido em grande parte da banca nacional como exercício de corte de custos, de modo a compensar a forte quebra do produto bancário verificada nos últimos anos. 


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