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Manuel Fernando Espírito Santo nega saber que o passivo da ESI não estava nas contas

O contabilista do Grupo Espírito Santo, Francisco Machado da Cruz, acusou Manuel Fernando de ter noção de que uma parte do passivo da Espírito Santo International não estava reflectida nas contas. Manuel Fernando rejeita-o.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 10:31
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Manuel Fernando Espírito Santo assegura que não tinha conhecimento de que o passivo da empresa de topo do Grupo Espírito Santo estava escondido, como foi detectado no final de 2013 na sequência de um exercício feito pelo Banco de Portugal.

 

"Não sabia que o passivo tinha sido omitido ou que não estava todo reflectido nas contas", garantiu aos deputados o representante do ramo Moniz Galvão no conselho superior do GES.

 

O contabilista do GES havia acusado Manuel Fernando de que, apesar de não saber a dimensão, teria noção de que havia passivo que não estava reflectido nas contas. O que foi negado pelo responsável do grupo na audição desta terça-feira, 16 de Dezembro, da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES. 

 

"Conhecia que o passivo era alto", admitiu, dizendo que essa era uma realidade já com alguns anos, nomeadamente que o objectivo de vender activos desde 2006. Manuel Fernando disse só ter tido noção dos conhecimentos da "verdadeira situação" da ESI no início de 2014, depois de o exercício ETTRIC, feito pelo Banco de Portugal. 

 

O passivo detectado na ESI acabou por causar uma derrocada em todo o Grupo Espírito Santo. A empresa encontra-se, neste momento, em processo de insolvência, tal como praticamente todas as empresas não operacionais do ramo financeiro e não financeiro do GES.

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