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Manuel Fernando não considera normal presente de 14 milhões oferecido a Salgado

Ricardo Salgado explicou ao conselho superior do GES ter recebido uma "liberalidade" do construtor José Guilherme devido a "assessoria" prestada. O então banqueiro manteve-se no banco. Mesmo que a operação não fosse "normal".

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 12:46
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"Não, não acho normal". A consideração é de Manuel Fernando Espírito Santo, um dos representantes dos cinco principais ramos da família Espírito Santo no conselho superior do Grupo Espírito Santo, e diz respeito ao presente de 14 milhões de euros que Ricardo Salgado recebeu do construtor civil José Guilherme.

 

Em resposta à deputada centrista Teresa Anjinho, Manuel Fernando considerou que não era normal o recebimento daquela "liberalidade" a adiantou que nunca teve direito a um presente igual. "Não, não recebi nenhum montante desses".

 

Mas o membro da família Espírito Santo diz que foram pedidos esclarecimentos a Ricardo Salgado no conselho superior de 7 de Novembro de 2013 (o mesmo que foi contestada a liderança por José Maria Ricciardi). "Foi-nos dito que tinham sido por razões de assessoria, por o ter levado para Angola". Esta tem sido a explicação oficial – Salgado disse a José Guilherme para investir em Angola e não no Leste europeu.

 

"Se ficamos esclarecidos? É isso, basicamente", adiantou ainda. Salgado manteve-se à frente do Banco Espírito Santo apesar de, nesse conselho, ter anunciado que iria iniciar o processo de sucessão do banco. 

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