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Manuel Rodrigues: Recuperação do sector segurador antecipou a melhoria da economia

O sector segurador conseguiu conviver de “forma resiliente” com a crise, “perspectivando-se um desenvolvimento favorável nos próximos tempos”, afirmou esta terça-feira o secretário de Estado das Finanças.

Manuel Luís Rodrigues continua à frente da secretaria de Estado das Finanças
Bruno Simão/Negócios
Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 13 de Maio de 2014 às 11:26
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“2013 foi o primeiro ano de recuperação do sector segurador, antecipando o crescimento económico”, sublinhou Manuel Rodrigues na abertura da conferência “Os Seguros em Portugal”, organizada pelo Jornal de Negócios em parceria com as companhias de seguros Allianz, Generali, Liberty e Mapfre.

 

O governante começou por realçar o momento decisivo para o País e sector segurador, já que Portugal está prestes a concluir “com sucesso” o programa de ajuda externa. “Estes três anos permitiram, com o esforços dos portugueses, terminar já num processo de crescimento económico”, afirmou.

 

E continuou: “os activos deste sector e fundos de pensões representam 38% do PIB e o nível de produção representa cerca de 7% do PIB. É o principal financiador líquido da dívida. O financiamento que o sector tem vindo a fornecer representa cerca de 37% da carteira de fundos de financiamento e fundos de pensões. A base de activos é o maior investidor institucional do mercado nacional”.

 

Manuel Rodrigues não tem dúvidas: o  “sector tem sido fundamental em financiar a actividade produtiva. O multiplicador de crédito estimula a actividade económica e esta estimula a geração de emprego”.

 

“O sector representa uma fonte de financiamento de longo prazo. E isto tem um impacto económico e social”, já que o sector segurador “está fortemente correlacionado com o desempenho económico”, explicou.

 

O secretário de Estado das Finanças disse, aliás, que “2013 foi o primeiro ano de recuperação do sector segurador antecipando o crescimento económico”, acrescentando que foi dos que mais recuperou na Europa.

 

E onde mais se notaram melhorias foi no Ramo Vida que, segundo o governante, teve uma recuperação de 32%. “A taxa de poupança nacional não tem parado de aumentar, o que permitiu dar um impulso nacional ao ramo vida”, afirmou.

 

Sector deverá ter um "desenvolvimento favorável nos próximos tempos"

 

Manuel Rodrigues realçou ainda a importância da  actividade de seguros na captação de poupanças de médio e longo prazo.

 

E disse também que o sector conseguiu conviver de “forma resiliente” com a crise “perspectivando-se um desenvolvimento favorável nos próximos tempos”.

 

Porque “é uma crise que pode ser convertida em oportunidade para o sector, revelando dados que mostram que o mesmo “está bem preparado para conviver com as exigências dos próximos anos”, explicou.

 

Além disso, acrescentou, o sector tem “um carácter estabilizador” e “permite criar uma rede de segurança”. E porque” o programa de privatizações tem sido o motor para captar investimento estrangeiro”, este tem sido, e é, também “um sector crucial”, realçou.

 

“Depois da fase de estabilização financeira, o país está prestes a concluir com sucesso o programa de ajustamento. E isto é uma oportunidade para o sector. Os desafios do sector são uma oportunidade que este está em condições de aproveitar e há boas perspectivas para todo o sector em 2014”, concluiu.

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